Brasília - Com o argumento de que ainda é possível “ampliar o arco de alianças”, o PFL decidiu ontem adiar para o final de maio a escolha do vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB). Informalmente, o partido escolheu o dia 24 de maio para o anúncio, 11 dias depois da definição do PMDB. O adiamento da escolha do vice foi oficializado na reunião da Executiva Nacional, a pedido do líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), um dos cotados para concorrer ao cargo.
O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), disse anteontem que “torce” para que o PMDB não tenha candidato próprio à Presidência. “Prefiro acordos com o PMDB nos Estados, com PFL ou com PSDB.” A decisão de postergar a escolha para aguardar a definição do PMDB, porém, havia sido acordada na véspera pelos senadores do partido após ouvirem de Alckmin, em jantar com a bancada pefelista, a promessa de que se empenhará pessoalmente para desatar os nós que travam a aliança entre as siglas em alguns Estados.
No jantar, Alckmin conversou reservadamente com os senadores pefelistas Antônio Carlos Magalhães (BA) e Roseana Sarney (MA) e com o governador de Sergipe, João Alves (PFL), Estados apontados como mais complicados para a união formal. À exceção do Maranhão, nos outros dois anunciou decisão de apoiar os pefelistas ao governo independentemente de impasses do PSDB local. Após o encontro, o pré-candidato tucano afirmou que “ouviu muito” e “há espaço para caminhar”.