11 de julho de 2026
Nacional

Caso Dorothy Stang: Justiça decide que fazendeiro vai a júri popular

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Manaus - O Tribunal de Justiça do Pará decidiu (por sete votos contra um) ontem que o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão , o Taradão, vai enfrentar o júri popular. Ele é acusado de ser mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang junto com Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida.

A missionária foi assassinada com seis tiros na zona rural de Anapu, no Pará, no dia 12 de fevereiro de 2005. Os pistoleiros Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Carlos Batista foram condenados a 27 e 17 anos de prisão, respectivamente. Amair Feijoli da Cunha, o Tato, foi condenado a 18 anos por ser o intermediário do crime.

No recurso a defesa de Taradão apontava fragilidade nos indícios de sua participação no crime porque Tato, única testemunha que acusa o fazendeiro de consorciar-se com Bida para pagar os R$ 50 mil pela morte da freira, negou, em um dos três depoimentos na fase processual, o envolvimento dele no crime.

Ontem, ao declarar voto contra o recurso do fazendeiro, o desembargador Raimundo Holanda (que em sessão anterior era a favor do recurso) considerou que Tato confessou o envolvimento de Taradão no crime.

“Se há divergências quanto aos indícios (da participação do fazendeiro no crime), elas têm que ser dirimidas pela Tribunal do Júri, a quem compete julgar a questão.” A reportagem não localizou o advogado do fazendeiro, Jânio Siqueira. O julgamento dos acusados de mandantes não foi marcado.