09 de julho de 2026
Nacional

Presidente é recebido pelo PT como candidato à reeleição

Por Da Redação | Com Folhapress
| Tempo de leitura: 5 min

São Paulo - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido como candidato no 13.º Encontro do PT, que aconteceu ontem em São Paulo. Ao chegar ao encontro, Lula foi saudado com o jingle da campanha eleitoral: “ole, olá, Lula, Lula”. Outros petistas gritaram: “1,2,3. Lula outra vez”.

Cerca de 1.200 delegados do partido participam do encontro, que acaba no domingo, e definirá a estratégia da campanha eleitoral do PT nas eleições de outubro. Os petistas também entoaram um bordão contra o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC): “O, Borhausen, eu tô aqui. A nossa raça, você vai ter que engolir”.

Antes da chegada de Lula, o presidente já era tratado como candidato pelos petistas. “Nenhum de nós pensa nessa possibilidade (de Lula não sair candidato)”, disse o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. Para Tarso, Lula tem que adiar ao máximo a oficialização de sua candidatura.

“Nosso candidato, que todos nós queremos que seja candidato, tem que respeitar sua condição de magistrado político do País, e tem, se for candidato, que dilatar ao máximo esta decisão, para que uma decisão política não prejudique suas relações institucionais, poderes, parlamento e projetos que estão tramitando.”

No entanto, Tarso disse que dificilmente Lula deixará de atender o “chamado” do PT para que ele saia candidato. Ontem de manhã, Lula insistiu em afirmar que precisa governar o País até 31 de dezembro. E que caso saia candidato, deverá oficializar sua decisão no prazo-limite, que é 30 de junho.

Lula também aproveitou para admitir a possibilidade do PT fazer alianças com o PMDB, PSB, PC do B, PL, PC e disse que o partido não pode ficar esperando pela sua decisão.

“O PT não pode ficar esperando eu me decidir, o PT tem que trabalhar, tem que costurar as alianças, tem que conversar com os outros partidos políticos. Enquanto o PT faz as articulações políticas, eu vou continuar fazendo o que eu estou fazendo: trabalhando”, disse Lula. E mesmo afirmando que ainda não decidiu se vai sair candidato à reeleição, Lula disse que o coordenador de sua eventual campanha será o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).

Comparação

Tarso disse que a campanha do PT deverá ter como foco a comparação entre a gestão petista e a tucana. “Não vai ser só uma campanha sobre ética pública. Vai ser uma campanha sobre o futuro do País. Nós queremos fazer uma comparação milimétrica em todos os aspectos com o governo FHC.” Em São Bernardo (ABC paulista), o próprio Lula indicou que a comparação será a tônica da campanha.

“O que eu sei é que nós vamos fazer uma comparação entre o que nós investimos em política social e o que eles (tucanas) investem, o que nós investimos em benefícios para a parte mais pobre da população e o que eles investiram ao longo de todo o tempo em que estavam no governo federal e nos governos estaduais.”

Clima de campanha

Ontem de manhã, Lula participou de uma série de eventos em São Paulo e em São Bernardo que tiveram clima de campanha eleitoral. Em São Bernardo, Lula foi recebido ao som de “1,2,3. Lula outra vez!” Mesmo assim, o presidente insistiu em afirmar que tem de governar o país até 31 de dezembro. E que caso saia candidato, deverá oficializar sua decisão no prazo-limite, que é 30 de junho.

Lula também aproveitou para admitir a possibilidade do PT fazer alianças com o PMDB, PSB, PC do B, PL, PC e disse que o partido não pode ficar esperando pela sua decisão. “O PT não pode ficar esperando eu me decidir, o PT tem que trabalhar, tem que costurar as alianças, tem que conversar com os outros partidos políticos.

Enquanto o PT faz as articulações políticas, eu vou continuar fazendo o que eu estou fazendo: trabalhando”, disse Lula. E mesmo afirmando que ainda não decidiu se vai sair candidato à reeleição, Lula disse que uma eventual campanha não será prejudicada pela saída dos coordenadores de 2002, como os ex-ministros José Dirceu e Antônio Palocci. “Esse não é o problema porque teve muita gente que coordenou as minhas campanhas. Quem vai coordenar a campanha, se eu decidir ser candidato, é o presidente do partido”, disse ele se referindo ao deputado Ricardo Berzoini.

Alianças

As principais lideranças do PT defendem que o partido amplie a política de alianças para além das legendas de esquerda, para incluir o PMDB. “Eu acho que o PT deve ter uma política de alianças que ajude a compor palanques competitivos em todos os Estados”, disse o presidente do partido, Ricardo Berzoini (SP).

Berzoini disse que, em princípio, o PT deve incluir todos os partidos que fazem parte da base aliada ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós devemos ter, na minha opinião, uma amplitude de aliança sem estabelecer restrições prévias.”

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), indicou que o PT deveria compor com o PMDB apesar do partido ter como pré-candidato Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, que costuma fazer críticas ao PT e ao governo Lula. “Na verdade, o PMDB é uma confederação de forças regionais.

Por exemplo, se eu for falar do PMDB no Senado, tem desde o Almeida Lima (PMDB-SE) até o Renan Calheiros (presidente do Senado, PMDB-AL), que está efetivamente envolvido para uma composição com o presidente Lula”, disse Ideli. Almeida Lima foi o autor do requerimento para a criação da CPI para investigar relações entre a família do presidente Lula e o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, apelidada de “CPI do Armagedon”.