Agudos - Os municípios de Agudos, Bauru, Piratininga, Avaí, Duartina, Gália, Presidente Alves, Reginópolis e Uru podem ganhar o parque fluvial do rio Batalha. O projeto integra a proposta de Plano Diretor para Agudos (18 quilômetros de Bauru) e o município de Piratininga também discute a idéia.
De acordo com o coordenador científico do Plano Diretor de Agudos, Adalberto da Silva Retto Júnior, o parque aquático fluvial ao longo do rio Batalha pode assumir um papel central na economia dos municípios lindeiros – cortados pelo Batalha, que nasce na Serra da Jacutinga, em Agudos, e percorre 167 quilômetros, passando por nove cidades até desaguar no Tietê.
Conforme o professor, o parque tem uma concepção que privilegia conhecimento, prazer, divertimento e educação ao ar livre, com implantação de infra-estrutura para atividades culturais, de lazer e esportivas.
Retto, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Bauru, defende que o parque geraria trabalho para as populações em equipamentos públicos e privados que seriam instalados, permitiria novas formas de habitar e ofertaria atividades sociais, culturais e esportivas.
O esboço do parque foi desenvolvido em um workshop internacional realizado em outubro de 2005 em Agudos, durante as discussões do Plano Diretor para a cidade, apoiado pelo Ministério das Cidades e prefeitura.
O parque fluvial do rio Batalha está sendo projetado para oferecer atividades sedutoras e educativas ao ar livre. “Esse parque propiciaria acesso à educação cultural e ambiental, transformando-se em um direito primário de cidadania. Os cidadãos, que passam grande parte do tempo no ambiente construído, iriam gozar de espaços abertos que estimulariam o uso dos recursos culturais e naturais da própria cidade, assim como dos ambientes extra-urbanos caso do patrimônio histórico, ou como atividades ligadas à experiência cultural”, defende Retto.
“Tudo num espaço para produtos de economia ligados, não somente à exposição, mas também à educação, ao comércio e a áreas alimentícias, transformando-se em um grande promotor da economia territorial. Tudo isso tendo por fundamento o estímulo à regeneração urbana fundada na dimensão ecológica”, acrescenta o professor.
Para viabilizar o parque, Retto explica que nos próximos meses vão ser promovidas discussões com a população e com as cidades envolvidas. Ele adianta que na cidade de Piratininga o debate já entrou em pauta pela equipe de elaboração do Plano Diretor, que envolve a Unesp de Bauru e Botucatu. A próxima etapa prevê um outro workshop internacional denominado “Concebendo o contexto paisagístico ambiental para o parque fluvial do Rio Batalha”. A data não está definida.
A proposta de Plano Diretor em Agudos está sendo elaborada por representantes da comunidade, técnicos da prefeitura e uma equipe composta por arquitetos, urbanistas e alunos da Unesp de Bauru, coordenados por Retto.
Para cada setor do município, o grupo de estudos e pesquisas elaborou um projeto diferenciado, aproveitando a estrutura já existente e os potenciais a serem aproveitados. Mesmo finalizados, os projetos serão apresentados e discutidos com a prefeitura, Câmara Municipal de Agudos e população, que poderá sugerir novas alternativas. A partir daí será montado o projeto definitivo das diretrizes e políticas que constituirão o Plano Diretor de Agudos.
Para que a população compreenda e participe efetivamente da elaboração do Plano Diretor de Agudos, duas maquetes estão expostas para visitação monitorada.
• Serviço
As maquetes de Agudos foram elaboradas pelos arquitetos, urbanistas e alunos da Unesp de Bauru e podem ser vistas pelo público, de segunda a sexta-feira, na sede do Plano Diretor, na Estação Sorocabana, localizada na avenida Sargento Andirás, 200, em Agudos.