Campinas - Fracassou a estratégia do técnico corintiano Ademar Braga de alcançar a segunda vitória seguida no Brasileiro com uma equipe mista. Ontem, o time de Parque São Jorge perdeu para a Ponte Preta por 3 a 2, em Campinas, pela terceira rodada do campeonato Brasileiro 2006. Em vez de alcançar o segundo triunfo, a ausência de titulares, casos de Coelho, Betão, Marcelo Mattos e Tevez, resultou na segunda derrota em três partidas dentro da competição. Com isso, o time de Parque São Jorge permanece com apenas três pontos. A Ponte Preta chegou aos seis.
Ademar de Braga iniciou o jogo com apenas quatro titulares. O goleiro Silvio Luiz, o lateral-esquerdo Gustavo Nery, que desfalcou o time nos últimos jogos e precisa pegar ritmo, o volante Mascherano, suspenso para a revanche com os argentinos, e o atacante Nilmar, que pediu para atuar -Ricardinho e Carlos, que iniciaram o confronto na reserva, entraram no segundo tempo.
Mesmo com alguns titulares e outros jogadores que já fizeram parte da equipe principal -casos de Eduardo, Sebá e Roger-, o Corinthians esteve pouco inspirado em toda o confronto. O aparente desentrosamento esteve evidente na etapa inicial. Roger, o principal articulador do time, esteve bem marcado e, com isso, a dupla de atacantes formada por Nilmar e Rafael Moura pouco produziu.
Mesmo assim, foi eficiente em uma das raras oportunidades de gol. Aos 25 minutos, o goleiro Jean não segurou a cabeçada de Sebá. No rebote, Thiago Matias tentou afastar o perigo, porém chutou em cima de Da Silva e a bola entrou. Apesar da vantagem, o Corinthians teve em Silvio Luiz seu principal personagem no primeiro tempo.
Seguro, ele parou bons ataques da equipe de Campinas e também contou com a sorte para que o adversário não abrisse o placar, aos dez. Quando o jogo estava 0 a 0, Almir aproveitou falha da defesa corintiana e chutou na trave. Após o gol inaugural, o Corinthians recuou e passou a ser pressionado. A Ponte Preta, por outro lado, foi para cima e voltou a levar perigo.
De tanto insistir, chegou ao empate, aos 43, com Iran, após bela tabela com Danilo. O panorama no segundo tempo não mudou. A Ponte Preta tinha maior domínio de jogo, enquanto o Corinthians apostava nos contra-ataques. A diferença é que a equipe de Campinas revertou em gol uma das chances criadas. Aos 14, Rafael Santos aproveitou falha da defesa adversária e, livre dentro da área, tocou para o fundo da rede.
Quatro minutos mais tarde, o Corinthians teve a oportunidade de empatar, quando, em um lance duvidoso, o árbitro Antônio Hora Filho deu pênalti de Da Silva sobre Carlos Alberto. Roger cobrou duas vezes. Na primeira, acertou, mas o juiz viu invasão e mandou voltar.
Na segunda, o goleiro Jean adivinhou o canto e evitou o empate. Sem reação, a equipe corintiana pouco produziu até o final da partida. E pior: sofreu o terceiro gol, aos 38, com Iran, que aproveitou cruzamento da esquerda e definiu a segunda vitória da Ponte Preta no Nacional. O lateral Edson, aos 43, ainda fez o segundo gol corintiano.