08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Célio Gonçalves


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Confesso acreditar que a distância não existe. E, por maior que seja o tempo vivendo distante de vocês, sinto-me cada vez mais próximo de todos, cada vez mais sentindo o quanto vocês continuam sendo importantes para mim. Conheço o Brasil; diversas cidades me abrigaram, ou melhor, acolheram-me, e ingrato seria se não reconhecesse o carinho do nosso povo. Mas, se o tempo é para confessar, não omitirei que foi nessa querida Bauru que encontrei o núcleo de amigos que mais marcou meus sentimentos. Aí, na Terra Branca, vivi só seis anos, os quais considero entre os melhores anos de minha vida. E vejam que lá se vão 27 anos.

E, recebendo a notícia do falecimento do nosso querido amigo Célio, num misto de tristeza e emoção, esses anos voltaram à minha memória. Convivi muito pouco com ele. Alguns almoços aos sábados, junto de ZB e Mário; ou eventos, sempre marcantes graças ao genial trato do artista-poeta. Mas tempo suficiente para conhecer o seu dom, o seu perfíl, sua competência e a sua elegância. Perde Bauru um grande cidadão. Perdemos nós um grande amigo. Junto-me a vocês na oração e agradeço poder conhecer a linda e justa homenagem de vocês, dedicada ao sempre lembrado Célio Gonçalves. Descanse em paz, amigo.

Waldemar Nielsen - Vitória-ES