08 de julho de 2026
Geral

Programas de transferência de renda devem ajudar a melhorar estatística

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Apesar de não existir levantamento oficial que comprove, Egli Muniz, titular da Secretaria Municipal de Bem-Estar Social, acredita que a partir de 2004, o número de famílias pobres em Bauru não aumentou mais que o índice observado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad). “Não deve ter sido um aumento grande. Acredito que seja menor do que os 4%”, aposta.

De acordo com a ela, houve uma redução da pobreza no Brasil entre 2005 e 2006. Essa evolução, aliada ao aumento de famílias beneficiadas pelos programas de transferência de renda em Bauru entre 2004 e 2006, teriam contribuído para melhorar o índice de pobreza na cidade. “Se não fosse pelos programas de transferência de renda e o trabalho que está sendo feito na área assistência social, acreditamos que a pobreza seria maior”, avalia Muniz.

Ela aponta que Bauru possuía cerca de 3.500 Bolsa- Família, quando assumiu a Sebes. Hoje são 8.500 benefícios. Já o Renda-Cidadã, um programa estadual, aumentou de 120 para 620. “Tivemos também um aumento das bolsas agente e Ação Jovem. Daria, grosso modo, cerca de mil famílias com transferência de renda, além, do Bolsa-Família. Isso, com certeza contribuiu para que o índice de pobreza diminuísse nos últimos anos”, calcula.

Ela também afirma que o aumento do salário mínimo ajudou. “Qualquer percentual que aumente no salário mínimo acaba contribuindo para a redução da pobreza”, avalia. “Além disso, existe um aumento relativo do índice de emprego de Bauru. E isso também contribuiu para que os índices econômicos e sociais da cidade melhorem”, acredita.