Futebol é uma paixão nacional, podemos falar sobre tudo, mas entrar nesse campo é perigoso, falando mal ou bem, sempre tem discórdia. Tem pessoas que agridem, matam. Futebol não se discute!
Vamos fazer um paralelo entre o futebol e os partidos políticos. Em nosso raciocínio, estabelecemos que os clubes (times) sejam mencionados pelas suas marcas (logotipos). Um clube tem o nome de um grande santo e os demais times grandes representados pelos animais, sejam eles das mais variadas categorias, é bem verdade que existem algumas exceções. É o caso da maquininha vermelha.
Citamos o exemplo do Estado de São Paulo, por assimilação ser o campo majoritário, e, por extensão, o caso pode ser comparado com maior, igual ou menor porporção em outros estados.
O clube de um grande santo representa a elite, embora em sua agremiação seja contemplada com todas as camadas sociais. O percentual dessas camadas em alguns segmentos é maior ou menor, comparativamente. Neste caso, a classe mais alte é que predomina, embora seja a 2ª maior torcida desse Estado. O comando, a direção, cujo destino seja dado por um período eletivo é bem restrito. É bem verdade que existem regulamentos, estatutos, mas nem todos podem ter acesso. Os conselheiros, sejam eles vitalícios ou não, têm que atender às exigências para participar, têm cumprir alguns preceitos e pagar caro. Esses ficam na torcida, ora sendo oposição ou situação, e, quando convém, utilizam a massa como manobra para suas pretensões.
O referido clube tem seus acertos e erros, quando surgem os erros ou ele vêm à tona, logo é esclarecido de forma plausível ou não. Tem toda uma logística para sanar, não deixar prolongar o fato ruim. Muitas vezes revertem a situação do péssimo exemplo em bom exemplo. A solução é pontual e rápida. Com isso todos ficam falando bem ou enxergam que realmente a organização é boa. Se houver uma CPI, o que deve aparecer de coisa escondida embaixo do tapete e não é coisa pequena, não.
Os demais clubes (times), representados pelos animais ou similares, com exceção daqueles cuja direção não esteja na mão de uma pessoa ou uma única empresa, é que está baseada nossa comparação. O caso para ilustrar é do time de um pássaro de rapina. A sua torcida é uma das maiores do planeta em termos de futebol e também em comparaçao a outros esportes.
Esse time tem em seu comando o que podemos chamar de samba do crioulo doido, sem ofensa alguma, mas para retratar o que se sucede. Embora tenham pessoas ilustres que fazem parte da cúpula diretiva. A sua massa é o povão, não se preocupa com que está acontecendo. Vê o time campeão!!! Isto, sim, é o que importa. O que eles fazem deixa que eles resolvam. Aconteça o que acontecer, é o meu time, não importa a grana, o estado civil, a nacionalidade, é meu ídolo e meu timão, e ponto final.
Os partidos políticos também deveriam ser uma paixão nacional, raramente teríamos as famosas trocas de agremiações. Os torcedores seriam mais exigentes quanto ao plano de ação e aos ídolos e acompanhariam os passos durante a sua estada naquela agremiação. Muitos deixam seus afazeres, estudos e reuniões para ver o futebol, enquanto isso...
Estamos nos aproximando de um acontecimento futebolístico importante, muitas coisas acontecerão, as paixôes estarão exaltadas. Pessoalmente, tenho simpatia pelo time do santo, e torço pelo time da casa, bairrismo, mas em casa todos são pelo time da ave de rapina, e fica complicado. Qualquer semelhança ou paralelo entre os clubes de futebol e os partidos políticos, sejam eles pequenos ou grandes, olhe e reflita apenas nos grandes. Torça, participe. Esporte é saúde!
Rodir Vassoler