São Paulo - O comando do futebol corintiano agiu antes da partida decisiva contra o River Plate, amanhã, pelas oitavas-de-final da Taça Libertadores, no Pacaembu. Alberto Dualib, presidente do clube, e Kia Joorabchian, chefe da MSI, foram ao Paraguai para o sorteio da Copa Sul-Americana (o clube duelará com o Vasco) e aproveitaram para pressionar os dirigentes da entidade sobre os erros de arbitragem contra os corintianos na Libertadores.
No encontro, ontem, a dupla conversou com vários cartolas influentes da Conmebol, inclusive o presidente Nicolás Leoz. Argumentaram que o clube brasileiro tem sido bastante prejudicado pelos juízes -citaram os jogos contra a Universidad Católica e o River- e cobraram mais rigor da confederação. A ida para Assunção dos dois dirigentes foi resultado de uma conversa entre os membros da cúpula corintiana.
Após a derrota por 3 a 2 em Buenos Aires, eles avaliaram que seria necessário agir nos bastidores na Conmebol. Ainda na capital argentina, na semana passada, Kia dizia que o River, temendo ser prejudicado no jogo de quinta-feira, faria isso. A ordem do presidente da MSI para Ademar Braga e para os jogadores corintianos foi a de reclamar dos juízes em todas as entrevistas.
“Nossa posição saindo na imprensa já é uma forma de pressão”, declarou Kia, que ficou satisfeito com a escolha do chileno Carlos Chandía para o jogo. Dirigentes foram informados de que ele é um árbitro “caseiro”. Nesta Libertadores, Chandía trabalhou em sete jogos, nos quais os times da casa venceram cinco. Braga, no entanto, reclamou: “Ele deixa o jogo correr. Queria alguém mais enérgico”.