Rio de Janeiro - A assembléia de credores da Varig, que deveria ocorrer ontem, foi adiada para a próxima segunda-feira por falta de quórum. O atraso na assembléia, segundo o presidente da empresa, Marcelo Bottini, “não vai prejudicar as operações da companhia”. Na avaliação dele, o adiamento será bom porque dará mais tempo para avaliação das propostas de compra da Varig. “Este é um sinal extremamente positivo para a Varig.
A multiplicidade de propostas só demonstra que a empresa é um negócio atraente, com perspectivas reais de crescimento”, disse Marcelo Bottini. “A empresa recebeu quatro propostas de compra, cujos detalhamentos estão sendo finalizados, o que levou os credores a pedirem um prazo maior para poderem avaliar e comparar as ofertas”, divulgou a Varig.
Segundo a consultoria Alvarez & Marsal, empresa que trabalha na reestruturação da empresa, o adiamento não será prejudicial para as operações da companhia que permanece operando dentro da normalidade. Marcelo Gomes, diretor da consultoria Alvarez & Marsal, também considera que “todas as propostas são muito boas e é natural que os credores queiram mais tempo para escolher a melhor opção”.
O executivo informou que na próxima segunda-feira serão avaliadas as ofertas da VarigLog, do investidor Jayme Toscano, da Trabalhadores do grupo Varig (TGV) e a chamada proposta de consenso construída pela consultoria Alvarez & Marsal em conjunto com os credores, a Justiça e as autoridades do governo federal.