08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Pracinha de Piratininga


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Como outros freqüentadores da praça, sou jovem e, desde pequeno, tenho esse espaço como lazer, mas de cinco anos para cá, quando o ex-prefeito Odail não quis que os jovens freqüentassem a praça construída pelo prefeito Persin e levou os jovens de volta à Praça da Matriz, a praça passou a ser problema para os moradores das proximidades. Problemas como som alto, brigas, quebra de garrafas na rua, cavalos-de-pau, usar o portão dos moradores como banheiro público, etc. Mas por que antes não tinham esse problema? A resposta é simples. Nós, antigos freqüentadores da praça, tínhamos educação e vergonha na cara, o que muitos jovens de hoje não têm. Não são todos, mas a meia dúzia de filhinhos de papai que vão na praça acham que lá eles são os donos do pedaço e não respeitam ninguém, nem a polícia que pede para baixar o som. Mas nem mesmo os PMs saem com a viatura e o som já está alto novamente. Esse é o problema mais comum. As pessoas que reclamaram no Jornal da Cidade são as primeiras a colocarem o som de seus carros em volume alto e já responderam criminalmente por isso. O problema já está sendo amplamente discutido, inclusive entre vários órgãos da cidade, mas os prefeitos Odail Falqueiro e Mauro Martinão não quiseram resolvê-lo talvez por acharem uma medida antipopular que poderia fazê-los perder os votos dos jovens baderneiros que só sujam a imagem da praça. Os prefeitos esperaram que o juiz de direito e o promotor de justiça assumissem a responsabilidade de resolver o problema. Depois, os prefeitos-candidatos vêm e dizem que só cumpriram ordem do juiz. Por fim, informo que, apesar de freqüentar a praça, percebia os abusos que eram cometidos e tinha pena dos moradores do local. Hoje, o problema está resolvido com o impedimento de parar carros depois das 23h. Parabéns ao juiz e ao promotor que pensaram na maioria da população de Piratininga e não defenderam meia dúzia dos filhinhos de papai. Parabéns Roberto, Rodolfo, Pagamisse, Gláucia e Lúcia que não se calaram e lutaram até a vitória pelo seu direito de descansar em paz dentro de sua própria casa.

Gustavo José Torres