11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Floriculturas esperam faturar 400% mais no Dia das Mães

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 5 min

O Natal está próximo para floriculturas e outras casas especializadas em flores. O Dia das Mães, comemorado no próximo dia 14, significa para o setor a época de maior faturamento no ano. Em Bauru, esses estabelecimentos estimam aquecimento de até 400% nas vendas sobre os demais meses do ano. O volume que deve ser comercializado nas floriculturas também é significativo, principalmente de rosas, as campeãs de vendas do período.

Osni Pinto, empresário do setor em Bauru, encomendou cerca de 500 dúzias - ou 6 mil rosas - para abastecer sua floricultura em razão do Dia das Mães. Segundo ele, a procura é tanta que a mercadoria se esgota entre o sábado e o domingo da homenagem às mães. Somente em seu estabelecimento são produzidos cerca de 150 ramalhetes entre a véspera e o Dia das Mães.

“A venda é tão boa que dá para pagar as dívidas do ano todo. É possível faturar mais de 300% no período. Pretendo contratar mais sete funcionários, temporariamente, para ajudar os três que já tenho no atendimento”, comenta Osni.

De acordo com o empresário, nos demais meses do ano as vendas de rosas em sua floricultura não superam 30 dúzias. Em março, por conta do Dia da Mulher e Dia da Secretária, e em junho, no Dia dos Namorados, a comercialização é maior que o normal, porém, pequena se comparada ao Dia das Mães.

O consumidor, no entanto, precisará tirar mais dinheiro do bolso para presentear a mãe com flores neste ano. Os empresários do setor estimam reajuste de até 35% nos preços em relação a 2005. Segundo Osni, um buquê com uma dúzia de rosas, por exemplo, que no ano passado era vendido a R$ 30,00, atualmente é encontrado por cerca de R$ 40,00.

Para Jorge Hamilton Quatrina, presidente da Associação de Floriculturas de Bauru e empresário do ramo, embora o aumento de preços deva chegar aos 30%, as vendas não serão comprometidas. “É um reajuste que não foge da média de todos os anos. Claro, um pouco dá para sentir no bolso, mas o filho que compra um ramalhete para a mãe acaba levando um vaso para a mulher, para a sogra. Quem é acostumado a presentear com flores, não deixa de comprá-las mesmo se tiver que levar as mais baratas”, observa Quatrina.

3.600 botões

Em seu estabelecimento, a expectativa é de que as 300 dúzias ou 3.600 botões de rosas encomendados para vender no Dia das Mães não sejam suficientes para atender toda a demanda. O empresário está otimista e espera que o volume comercializado na data seja 400% superior aos outros meses do ano.

“É um período que extrapola muito o normal das vendas. Chega a faltar mercadoria para suprir todos os pedidos. Cerca de 90% do volume comercializado aqui na floricultura corresponde a rosas. O restante são vasos de flores”, completa o empresário.

Nilson Borin, também dono de floricultura, reitera o otimismo para o período. Ele espera vender, entre o sábado e o domingo, 200 dúzias de rosas, o dobro do volume que comercializa em um mês. São 50 ramalhetes e 50 cestas produzidos para o Dia das Mães no estabelecimento. A procura por botões unitários também é grande, destaca ele.

“Em apenas um dia, vendo uma quantidade que levaria um mês para ser comercializada. O Dia das Mães é o Natal das floriculturas. É muito bom mesmo”, observa Borin.

No Centro Estadual de Abastecimento (Ceasa) de Bauru, a estimativa é de que o consumo de flores cresça 20% sobre 2005. Marcos Silva, representante dos permissionários, informa que para o Dia das Mães deste ano serão colocados à venda 8 mil vasos de plantas, entre violetas, kalanchoes, begônias e mini-crisântemos. O consumidor também terá à disposição no Ceasa 5 mil vasos grandes de crisântemos, além de 5 mil dúzias ou 60 mil unidades de botões de rosas.

A Companhia de Entrepostos e Armazéns do Estado de São Paulo (Ceagesp) já está abastecendo floriculturas, supermercados e outras casas especializadas para o Dia das Mães. Desde a semana passada, 800 toneladas de flores, entre as de corte - como rosas e margaridas - e vasos, estão sendo entregues em todo o Estado. Desse total, 80 mil quilos são botões de rosas.

4 milhões de rosas

Segundo a cooperativa de flores de Holambra, que abastece floriculturas de todo País, o mercado interno será abastecido com 4 milhões de unidades de rosas para o Dia das Mães, o que significa aumento de 20% na produção deste ano em comparação ao mesmo período de 2005. Também espera-se que a comercialização apresente um superávit de 12% sobre o ano passado.

Os vasos de flores também são alternativas. É o caso das violetas, azaléias e orquídeas. Muitas de suas espécies podem dar flores o ano todo, ao contrário das rosas, que duram no máximo uma semana.

Os vasos de crisântemos e margaridas são opções para os túmulos, e podem custar a partir de R$ 3,00, dependendo do tamanho. A palma, também tradicionalmente levada aos cemitérios, é vendida em torno de R$ 18,00 a dúzia.

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Horário especial

O comércio de Bauru, especificamente as lojas do Calçadão da Batista de Carvalho e adjacências, terá horário especial de atendimento para o Dia das Mães. Na sexta-feira, dia 12, as lojas ficarão abertas das 9h às 22h, e no sábado das 9h às 18h, normalmente.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação das Empresas do Calçadão (AEC) começaram a desenvolver na semana passada a promoção “Dia das Mães: revele esse momento com um belo presente”, que vai sortear 70 cestas de café da manhã.

Para participar, basta preencher o cupom da promoção - que pode ser retirado nas lojas do Centro - com o nome e outros dados da mãe que será presenteada e depositá-lo nas urnas dos estabelecimentos.

As primeiras 35 cestas serão sorteadas neste sábado, a partir das 16h, e o restante na véspera do Dia das Mães, no mesmo horário.