09 de julho de 2026
Polícia

Febem já manifestou interesse em ocupar o imóvel da extinta Gilgal


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O endereço da unidade de semiliberdade ainda não está definido e também está sendo negociado. Conforme o JC já divulgou, a Febem demonstrou interesse em ocupar o prédio onde já funcionou o abrigo para menores do Centro de Recuperação e Reintegração de Menores (Gilgal) e da Comunidade União em Amor (Comuna).

O imóvel, situado no Jardim Cruzeiro do Sul, também suscitou interesse da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes). O impasse poderia ser resolvido a partir do acordo entre as partes, com a indicação de um novo endereço ou com permuta.

“Uma parte do prédio é da prefeitura. Outra parte ninguém sabe de quem é. Foram feitas benfeitorias (pelas entidades anteriores). O prédio está depositado com a Febem para a instalação do programa, mas não terminou a liquidação. É uma permissão de uso (por parte da prefeitura) de 1986 (por tempo indeterminado)”, explica o juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer.

De acordo com ele, mesmo que a administração municipal abra mão do imóvel, ele só poderá ser liberado após a liquidação da outra parte do prédio. Moroso, o trâmite favorece os vizinhos do sobrado, contrários à instalação da semiliberdade no local.

“Tem que ressocializar. É um dever, mas num local adequado. Uma indústria, por exemplo, não pode ser instalada aqui. A gente desistiu de mobilizações (contra a unidade de semiliberdade) porque ninguém nos ouve”, afirma o mecânico Célio Antonio Ferri. Ele mora na quadra 4 da rua Madre Clélia há 25 anos e guarda péssimas lembranças de quando as entidades como a Gilgal funcionavam no local.

“O problema não é só a desvalorização do imóvel, mas principalmente a perturbação. Não dava nem para passar na rua que eles (internados) mexiam (com pedestres e vizinhos)”, conta. Sua posição é compartilhada pelo vizinho Benedito Limeira Rodrigues, segundo quem os adolescentes transitavam pelo telhado na casa dele.

“Quebraram 28 telhas Choveu inundou tudo. Jogavam até toalha com fezes na casa da gente. Tem que ressocializar, mas num local distante”, reitera.