10 de julho de 2026
Cultura

Matanza revive Cash (do seu jeito)

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

O som que a banda carioca Matanza faz foi rotulado pela imprensa como countrycore – uma mistura de música country americana com o velho hardcore – mas rótulos pouco importam. Imagens definem melhor o cenário inspirador de sua música: cidades empoeiradas do Interior (do Texas ou de São Paulo), brigas de bar, bangue-bangue, dançarinas fatais sob a lua cheia, bandidos tatuados, filmes de Sergio Leone, Quentin Tarantino e Robert Rodriguez. E álcool, de preferência uísque.

Vinda da cena underground do Rio de Janeiro, sua própria Tombstone City, a banda ganhou fãs e respeito logo em seu primeiro CD, “Santa Madre Cassino”, e chega hoje a Bauru para um show no Armazén Bar, na divulgação de seu último petardo, “To Hell With Johnny Cash”. Os ingressos estão à venda e são limitados.

O Matanza é formado pelo guitarrista Donida (ex-Acabou La Tequila e desenhista das animações de videoclipes de Nando Reis, Planet Hemp e Casseta & Planeta), pelo baterista Fausto, pelo baixista China e pela voz feroz de Jimmy. De acordo com seu material de divulgação, a homenagem ao cantor e compositor norte-americano Johnny Cash no último disco da banda nasceu puramente da admiração musical – e não de sua personalidade explosiva que o colocaria facilmente como personagem de uma música dos cariocas.

Se não uma música, então um disco todo, com 12 regravações urgentes – em menos de 25 minutos. Se a voz grave do ícone americano tem paralelos com a voz pesada de Jimmy, o clássico violão soturno dá lugar ao puro hardcore dos brasileiros. É até difícil apontar algum destaque, já que o disco acaba tão rápido.

O show deve contar ainda com pérolas de “Santa Madre Cassino” e “Música para Beber e Brigar”, como “Ela Roubou meu Caminhão”, “Mesa de Saloon”, “Eu Não Bebo Mais”, “E Tudo Vai Ficar Pior”, “As Melhores Putas do Alabama”, “Pé na Porta, Soco na Cara”, “O Último Bar”, “O Último Hippie Sujo” e “Bom É Quando Faz Mal”.

• Serviço

Show de Matanza no Armazén Bar, hoje a partir das 23h. Ingressos limitados e com venda antecipada a R$ 15,00. O Armazén Bar fica na rua Quintino Bocaiúva, 2-20. Informações: (14) 3212-2668 e 3226-2016.