Não há ocorrências registradas envolvendo a Febem e os adolescentes internados. Mas Conceição Paganele, presidente da Associação de Mães e Amigos da Criança e Adolescente em Risco (Amar), de São Paulo, afirma que tem recebido denúncias anônimas de Bauru dando conta de que os internos são espancados com freqüência.
Para ela, que classifica o sistema de premiação dos adolescentes como uma maqueagem, a calmaria é só aparente. “Pelas denúncias que estou recebendo, isto não está funcionando”, diz, frisando que a entidade não tem mais autorização para entrar na Febem sem agendamento. “A Promotoria, o Conselho Tutelar, precisam fiscalizar estas denúncias”, cobra.