08 de julho de 2026
Internacional

Helicóptero cai; confrontos se repetem

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Bagdá - Depois que um helicóptero militar britânico foi derrubado ontem na cidade de Basra, a segunda maior do Iraque, cerca de 500 quilômetros ao sul de Bagdá, soldados do Reino Unido e iraquianos entraram em confronto.

Bombeiros disseram ter encontrado quatro corpos carbonizados no helicóptero, porém uma troca de tiros entre os soldados britânicos e os iraquianos deixou cinco civis mortos, inclusive uma criança, e pelo menos 30 feridos.

As tropas britânicas, encarregadas da segurança no sul do Iraque, isolaram as ruas que levavam ao local da queda do helicóptero. Por volta de 250 pessoas, grande parte adolescentes, rapidamente cercaram o local, jogando pedras e bombas de fabricação caseira nos soldados britânicos que guardavam a área, dançando e cantando: “Vitória para o Exército de Mehdi”.

O Exército de Mehdi é a milícia local de Moqtada al Sadr, que pede a retirada das forças de ocupação lideradas pelos EUA do Iraque. Segundo a polícia iraquiana, o helicóptero foi atingido por um míssil lançado por insurgentes no bairro de Al Saei, uma área residencial da cidade, e caiu em cima de uma casa de dois andares, sem fazer feridos em terra.

A violência que se seguiu mostra o crescente descontentamento com a presença de militares estrangeiros no Iraque. A calma foi restabelecida com o cair da noite em Basra, depois que as autoridades iraquianas impuseram um toque de recolher e policiais começaram a patrulhar as ruas.

Um porta-voz do Ministério da Defesa britânico disse que as causas da queda do helicóptero ainda estão sendo investigadas.

O sábado foi violento no Iraque. Na zona norte de Bagdá, um foguete atingiu uma casa e matou duas crianças, de 5 e 6 anos, e feriu três adultos.

Um homem-bomba detonou um cinto explosivo diante de uma base militar do Exército iraquiano na avenida de Ihtifalat, no Centro de Tikrit, 180 quilômetros ao norte da Capital Bagdá, matando dois oficiais do Exército iraquiano e ferindo outro.

A polícia de Bagdá encontrou os corpos de sete homens iraquianos, cinco dos quais pertencentes à minoria sunita, que haviam sido seqüestrados e brutalmente assassinados. Eles parecem ser as últimas vítimas de uma onda de assassinatos realizados por “esquadrões da morte”.