10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Perfil do investidor

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Os investidores de Bolsa de Valores, inclusive os pequenos, tendem ao conservadorismo, dizem os corretores de valores. Isso significa que preferem investir em empresas de grande porte e de primeira linha, as quais não apresentam tantos riscos ao capital disponibilizado.

Em Bauru, por exemplo, segundo a corretora de valores Lúcia Silva os pequenos investidores iniciam suas participações na Bolsa com valores entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.

Em Campinas, de acordo com o corretor Giovanno Formagio, essa quantia chega a R$ 10 mil, considerada pequena frente aos grandes investimentos.

O objetivo dos investidores, a princípio, é garantir um capital para o futuro, a fim de financiar os estudos dos filhos ou comprar uma casa e trocar o carro a longo prazo.

Formagio também ressalta que o pequeno investidor tem procurado a Bolsa como uma forma de remuneração adicional à sua renda fixa. Como a taxa de juros tem apresentado comportamento de queda, o corretor considera que, por conta disso e também da perspectiva de crescimento da economia, o investidor tem se mostrado mais ávido a esse tipo de investimento.

“O pequeno investidor acaba acompanhando essa tendência em razão da curiosidade de aprender mais sobre esse mercado e, é claro, de ter a chance de um retorno melhor sobre o dinheiro aplicado”, completa.

Formagio ressalta que, quanto menor o valor aplicado, mais tempo será preciso para compensá-lo. Segundo ele, uma alternativa eficaz para engordar esse volume e galgar posições melhores na Bolsa é a aplicação mensal de capital.

“É uma forma de aumentar a posição dele (do investidor), porque uma das dificuldades do pequeno investidor é entrar no mercado cheio, no lote padrão. É uma forma de ir comprando quantidades adicionais até chegar num valor mais adequado”, explica o corretor.

Fala-povo

Você já investiu em Bolsa de Valores?

“Já sim, mas hoje não tenho mais. Há seis anos comprei ações do Banespa e da Telefônica. Renderam um bom dinheiro sobre o investimento inicial. Mas precisei vender.”

Luís Limeira, 47 anos, comerciário

“Não consigo investir nem em poupança, imagine em Bolsa de Valores.”

Angela Maria Wolber, 46 anos, assistente social

“Prefiro aplicar em poupança, acho mais seguro.”

Lucimara Fernandes da Silva, 24 anos, dona de casa

“Ainda não, mas pretendo fazer isso em breve. Acho que é muito viável pela rentabilidade.”

Bruno Zenati, 22 anos, auxiliar-administrativo