08 de julho de 2026
Regional

Camelódromo deve mudar de local

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A Prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) pretende desocupar a Praça da Rodoviária que está sendo utilizada há vários anos como camelódromo por proprietários de barracas. A idéia é criar um novo espaço e regularizar o funcionamento dessas barracas que, segundo o vereador Tito Coló (PSDB), são exploradas de forma ilegal.

Inaugurada na década de 80, a Praça “Oswaldo Galvão de França” fica próxima à Estação Rodoviária do município e é conhecida popularmente como Praça da Rodoviária. Para o vereador Tito Coló, que encampou a idéia da Prefeitura Municipal de revitalizar o Centro da cidade, a praça é um patrimônio público e está sendo explorada de forma irregular.

“A população cansou de pedir para que o camelódromo saísse dali. Temos uma denúncia de que tem duas ou três pessoas que comandam as barracas e são donos delas. Ou seja, eles alugam o patrimônio público”, critica. De acordo com ele, no local estão instaladas cerca de 22 barracas e próximo a elas também funciona uma espécie de lanchódromo.

Coló explica que conversou com o prefeito e propôs a indicação de dois lugares para transferir o camelódromo. Uma das opções seria um espaço em frente ao antigo mercado municipal e a outra, e mais provável segundo ele, uma viela localizada entre as ruas Tenente Lopes e Quintino Bocaiúva, no Centro da cidade.

O vereador explica que a Praça da Rodoviária não é um local adequado para os comerciantes por não ter uma infra-estrutura necessária para abrigar o camelódromo e o lanchódromo. Segundo ele, não existe banheiro público no local e a higiene está comprometida.

O novo local ainda a ser definido, de acordo com o vereador, será equipado com banheiros e será adaptado para receber as barracas. Ele ressalta que os proprietários terão suas barracas regularizadas e inclusive deverão pagar os impostos necessários. “Eles vão trabalhar regularmente no novo local. Eles vão pagar os impostos, vão pagar o ISS (Imposto Sobre Serviços). A prefeitura vai cobrar porque não é justo todo mundo pagar seus impostos e meia dúzia querer usufruir do patrimônio público”, comenta.

O vereador alega que a praça é um patrimônio histórico e que deve ser preservado. Ele comenta que o projeto urbanístico da praça foi feito pelo arquiteto Júlio Artigas. Ele lamenta que atualmente o local pareça mais uma “favela” do que um centro comercial.

“Isto aqui é um patrimônio histórico, o arquiteto que fez este projeto veio aqui e ficou envergonhado de ver essas barracas. Parece mais uma favela do que propriamente um centro de compras”, conclui, ressaltando que até o fim deste ano pretende que a praça seja desocupada e fique limpa.