09 de julho de 2026
Esportes

Brasileiro festeja de maneira sóbria

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nurburgring - No primeiro pódio, uma comemoração sóbria. Felipe Massa não chorou, não tirou bandeira no bolso, não deu sambadinha. A maior extravagância foi mandar um beijo para a namorada, Rafaela Bassi, que fez aniversário na semana passada e vibrava com o seu pai, Luís Antônio Massa. Na entrevista pós-corrida, um tom de voz sereno e a admissão de que se sentia pressionado para obter resultados melhores com a Ferrari.

Pergunta - Como foi este GP da Europa para você?

Resposta - Uma corrida fantástica, sensacional. Com certeza, é um dia do qual nunca vou me esquecer. Tudo funcionou perfeitamente. O primeiro pódio demorou, mas espero que o segundo venha logo.

Pergunta - E aquelas voltas finais, com você se aproximando do Alonso, mas tendo que se preocupar com o Raikkonen?

Resposta - O Fernando estava muito lento. A gente chegou muito rápido nele e isso fez com que eu perdesse a minha vantagem para o Kimi. Se não fosse o Fernando na frente, eu teria aberto mais. Mas estava tranqüilo, porque sabia que aqui não é fácil passar e tinha certeza de que o Kimi não arriscaria nenhuma coisa estúpida.

Pergunta - Não deu para tentar superar o Alonso?

Resposta - Tentei chegar o mais perto possível para tentar passá-lo. Acabou não acontecendo, eu não encontrei o espaço e foi o mesmo com o Kimi. Ele chegou, mas não achou espaço.

Pergunta - Alguma lembrança especial lá em cima, no pódio?

Resposta - Minha carreira... Desde quando comecei, por onde eu comecei, as dificuldades. Tudo isso passa pela cabeça. Meu pai, que me ajudou a carreira inteira...

Pergunta - E a largada? Você quase passou o Schumacher...

Resposta - Larguei e fiquei ao lado dele, mas ele freou muito dentro. Como ele estava por dentro, não tinha o que fazer.

Pergunta - Esse resultado alivia a pressão por resultados?

Resposta - Sem dúvida. Pressão sempre tem, sempre incomoda um pouco, mas, com o resultado, a gente fica mais tranqüilo.