11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Controlada pela ALL, grupo Brasil Ferrovias enfrenta impasse salarial

Da Redação
| Tempo de leitura: 1 min

Depois de ter 90% das sua ações compradas pela América Latina Logística (ALL), a Brasil Ferrovias - grupo que abrange as ferrovias Novoeste, Ferroban e Ferronorte - e os trabalhadores do setor ferroviário estão diante de um impasse levantado pela campanha salarial da categoria. Apesar da data-base dos ferroviários ser no dia 1 de janeiro, as negociações só começaram em março.

De acordo com Roque Ferreira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso a Novoeste é a única das três concessionárias da Brasil Ferrovias que não concluiu as negociações salariais com a categoria.

“A última reunião foi realizada no dia 3 e terminou em impasse. O sindicato não aceita o descumprimento do Plano de Cargos e Salários, o não-reconhecimento da cláusula de estabilidade no emprego durante a vigência do acordo, o descumprimento da decisão judicial que proíbe a terceirização em atividades fim, a falta de um cronograma de contratações para as funções com falta de mão-de-obra e o reajuste do salário, que ficou abaixo do reivindicado”, relata.

No período de 15 a 31 deste mês, o sindicato vai promover assembléias com os 992 funcionários da Novoeste e deve pedir à empresa a manutenção das cláusulas rejeitadas. “Se a empresa não quiser discutir, vamos solicitar a mediação do Ministério Público do Trabalho”, afirma Ferreira.

Com a compra de 90% das ações da Brasil Ferrovias pela ALL, os antigos controladores da holding - Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil), Funcef (fundo de pensão da Caixa Econômica Federal) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - passam a ser acionistas minoritários.