Já não vejo mais perspectiva de que a administração pública de Bauru venha reverter o quadro de abandono das praças públicas e da cultura no município, pois não se manifestou com o Último Protocolo (Cidadania) publicado nesta coluna, em 7 e 12/3/2006.
Há uma falta de interesse muito nítida, o prefeito não recebe a comunidade para debater sobre cidadania e quando protocolados pedidos de ênfase sócio-cultural, o mesmo disfarça de que não é com ele a responsabilidade social. Enquanto vice e vereador estiverem sendo nomeados para autarquias, Bauru vai continuar neste “buraco sem limites”. Gostaria que o Clemente visitasse as abandonadas salas dos controladores de unidade e que despachasse por um dia na unidade da Praça Portugal.
Agradeço ao apoio cultural nestes últimos 12 meses, das empresas que acreditaram na ideologia do "Pensemos 10!" (bibliotecas, parques infantis e polícia comunitária nas praças públicas). Porém, devo levar o projeto para Santos e apresentá-lo ao prefeito de lá, visto que a administração pública de Bauru não demonstrou interesse algum.
Tudo se iniciou quando em 23 de outubro de 1975 fiz uma poesia sobre cidadania que homenageava o aniversário de Pelé.
Quanto à lei municipal de 23 de agosto de 1991 (lei n.º 3.375), que daria desconto de até 20% no IPTU para empresas que apóiam projetos culturais desta magnitude, foi negada verbalmente pelo chefe do Gabinete da administração atual (sr. Canalli). O protocolo foi feito em 14/3/2005 (n.º 9879) e até hoje, sem resposta. Assim não dá para discutir e debater sobre cidadania com esta atual administração pública! Ah... a prefeitura encontra-se pichada há mais de dez anos; então imagine o resto da cidade.
Também relato que o terreno onde funciona a sede da Associação dos Moradores do Jardim América, à rua Aviador Edu Chaves 5-52, consta em escritura pública (3.º Tabelião de Notas) que a mesma é para a construção de um centro comunitário e que pertence sim à prefeitura.
A prefeitura relatou no ofício GS n.º 066/05 de 3/2/2005, assinado pela secretária do Bem-Estar Social, Egli Muniz, que a área era de terceiros. “Creio que tenha ocorrido um tremendo engano?!?”
Já que ajudamos a recuperar o abandono que encontrava a mesma (rede elétrica, geladeira, iluminação, 16 cadeiras escolares, lousa, colocação de vidros, pintura, rede de água, etc.), venho através da coluna do leitor, acionar a prefeitura para que a mesma assuma a responsabilidade social no local citado e que os vereadores visitem o local para acompanhar os fatos. E assim legislem e acionem judicialmente a prefeitura para dar manutenção na praça Palestina, pois atualmente são os moradores que pagam a particulares para limpeza da mesma.
Aproveito para agradecer ao Jornal da Cidade por esta coluna da cidadania.
E o concurso de vigia... Caducou!... Parabéns, Tuga!
Lei de Responsabilidade Fiscal só vale para quem ganha até R$ 300,00, pois para os marajás de cargo de confiança e assessores é refresco!
E os agentes de controle de doenças (dengue e leishmaniose), em 1999 ganhavam R$ 297,00 + benefícios, chegando a R$ 500,00 e após 7 anos, passaram a receber R$ 236,48 em carteira profissional. Creio que baixou para pagar seus assessores.
Que a população de Bauru comece a debater sobre o que é cidadania e discutir sobre seus representantes políticos, pois nos últimos 20 anos só deixaram a desejar. Está na hora de rompermos e desmascararmos os altos salários desses representantes políticos que inibem a ideologia participativa dos munícipes quanto o que é realmente uma democracia. Votar para quê? Basta de hipocrisia!
Ei, Tuga... Tá na hora de abrir sua mente e acabar com seus cargos de “confiança” que sugam as receitas pagas por nós, munícipes! Quem sabe agora o sr. desperta e visite o bairro que o ajudou a ser eleito.
Rodney Motta - Habib Jacob - presidente da Associação de Moradores do Jardim América - RG 17.020.148