09 de julho de 2026
Internacional

No mês passado, violência deixou mais de mil mortos só em Bagdá

Folhapress
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Bagdá - Mais de mil iraquianos foram assassinados por razões religiosas em abril apenas em Bagdá, anunciou ontem o presidente iraquiano, Jalal Talabani. “Eu recebi um relatório do Instituto Médico Legal, segundo o qual 1.091 pessoas foram assassinadas em abril apenas em Bagdá”, declarou o presidente em um comunicado.

“É uma comoção para todos, estamos tristes e furiosos ao ver a magnitude destes assassinatos, às vezes acompanhados de torturas cruéis, que atingem todos os dias os iraquianos.” “Estes crimes vão contra a religião, a moral e a humanidade”, acrescentou o anúncio. Diariamente, dezenas de corpos são encontrados com marcas de tiros e sinais de torturas no Iraque.

Os seqüestros - muitos deles seguidos de execuções sumárias - se multiplicaram no país, principalmente depois da onda de violência deflagrada após o atentado contra uma mesquita xiita em Samarra, em 22 de fevereiro. “Peço às forças de segurança iraquianas, aos deputados e aos partidos políticos que atuem rapidamente para colocar fim a esses massacres, que querem criar um clima de desconfiança permanente entre os filhos do Iraque e destruir a união nacional”, afirmou o presidente.

“A debilidade de nossas instituições constitui um trampolim para os terroristas e criminosos”, acrescentou, lembrando que, cinco meses depois das eleições legislativas, o Iraque não dispões de um novo governo. Governo O Parlamento iraquiano deu início nesta quarta-feira à sua segunda sessão de trabalho, na qual o premiê designado, Nuri Al Maliki, poderá apresentar o novo Executivo do país.

O primeiro Parlamento permanente após a queda do regime do ex-presidente Saddam Hussein - formado nas eleições de dezembro de 2005- começou a sessão pouco depois das 11h30 (4h30 de Brasília). Al Maliki - designado premiê em 22 de abril - dispõe de um prazo de um mês para formar seu governo, mas disse anteontem que seu governo seria formado até esta quarta-feira.

Enquanto isso, a violência continua no país. Ao menos 16 pessoas morreram nesta quarta-feira - 12 delas trabalhadores de uma companhia de eletricidade - em Baquba, ao norte do capital. Segundo a polícia, um grupo de homens abriu fogo contra um ônibus que transportava os trabalhadores, 10 quilômetros ao norte de Baquba. O veículo explodiu em seguida.