11 de julho de 2026
Nacional

Desembargadores optam por manter Suzane na detenção

Folhapress
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Os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo negaram, por unanimidade, pedido de liberdade para Suzane von Richthofen, 22 anos. Ela deve continuar presa preventivamente até ir a júri popular, marcado para 5 de junho.

Suzane confessou ter matado os pais Manfred, 49 anos, e Marisia von Richthofen, 50 anos, em outubro de 2002, junto com seu ex-namorado Daniel e o irmão dele Christian Cravinhos.

Ao todo, três desembargadores votaram pela permanência de Suzane na cadeia. Ela está no Centro de Ressocialização de Rio Claro (175 km de São Paulo). Os desembargadores justificaram seus votos sob a alegação de que Suzane poderia fugir do País até a data do julgamento.

Os advogados Mário Sérgio de Oliveira e Mário de Oliveira Filho, que defendem Suzane, devem recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O TJ mandou peças do processo e da decisão à Polícia Judiciária e ao Ministério Público para que apurem o fato de Suzane ter ficado amarrada acorrentada na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em 10 de abril, quando voltou à cadeia.

No final de junho de 2005, o STJ havia concedido um habeas corpus a Suzane, que depois foi estendido aos irmãos Cravinhos. No entanto, após entrevista dela ao "Fantástico" e à revista "Veja", a Promotoria entendeu que Suzane oferecia perigo ao irmão Andreas - com quem trava disputa pela herança dos pais - e deveria permanecer presa. Os irmãos Cravinhos também permanecem presos.

No mês passado, o pedido de revogação da prisão dos irmãos Cravinhos foi negado pelo juiz Richard Francisco Chequini, do 1º Tribunal do Júri.