10 de julho de 2026
Internacional

Por omissão de um juiz, terrorista é libertado

Folhapress
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Madri - Um marroquino indiciado pelos atentados aos trens de Madri, na Espanha, em março de 2004, foi libertado da prisão por causa da omissão do juiz em um mero trâmite legal.

A juíza substituta Teresa Palacios teve que colocar Saed el Harrak em liberdade provisória porque o juiz titular do caso, Juan del Olmo, esqueceu de solicitar a prorrogação de sua prisão preventiva.

O promotor da causa também não fez o pedido. Pela lei espanhola, a detenção de um indiciado sem julgamento tem um limite de dois anos.

A juíza substituiu Del Olmo, que está de licença médica, hospitalizado por uma cirurgia em um olho. Para evitar a fuga do acusado, a juíza Palacios determinou que ele se apresente diariamente, de manhã e à tarde, no tribunal. Seu passaporte foi confiscado e ele está proibido de deixar Madri. Há um dispositivo policial para acompanhar El Harrak.

A promotoria pede como pena dez anos de prisão por cumplicidade para o marroquino. Saed el Harrak foi preso em 6 de maio de 2004 em Parla, na periferia de Madri. Seu nome e telefone constavam em um bilhete encontrado no apartamento onde se suicidaram sete dos organizadores dos atentados.

No bilhete, junto a seu nome, estava escrito “amigo, pessoa a que se pode ligar”. Ligações foram feitas de seu celular a alguns dos terroristas nos dias seguintes aos atentados. As explosões nos trens de Madri mataram 191 pessoas e deixaram mais de 1.500 feridas.