Quatorze homens entre policiais e agentes penitenciarios brutalmente fuzilados... Em comum entre eles o fato de serem todos funcionários públicos do setor de segurança pública e muito mal pagos, diga-se de passagem... Em comum entre eles o fato de que a imensa maioria deste pessoal é gente valorosa e muito honesta e que não desiste deste ofício pelo qual a nossa sociedade pouco preza e reconhece... Em comum entre eles, tanto ao agente policial tanto quanto no que toca ao agente penitenciário, o fato de que todo santo dia eles estão lá , de pé , a nos defender da bandidagem, a despeito das tentações e das pressões que são comuns a uma profissão de altíssimo risco como esta. Como se já não bastasse, ainda por cima também são altamente fiscalizados pela sociedade, através dos canais competentes, tais como o Ministério Publico e as próprias Corregedorias, isto sem falar nas famigeradas ong´s ditas protetivas dos direitos humanos, que só sabem ver na atuação firme das polícias e dos agentes penitenciários “brutalidade” e “corrupção”. Em comum entre eles, quatorze mães que não terão o que comemorar no dia que leva o nome delas. A elas, o meu devido respeito, solidariedade e agradecimento eterno, além, é claro, do justo reconhecimento pelo sacríficio de seus filhos! Acorda, sociedade... tanta dor não pode ser em vão!
Paulo Boccato