Assim que chegou a Bauru a notícia sobre os ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) contra policiais na Capital e em outras cidades do Estado de São Paulo, o comando do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior ordenou reforço na segurança das bases comunitárias da corporação. Embora nenhum incidente tivesse sido registrado nas bases da PM de Bauru e das cidade da região até o início da noite de ontem, algumas medidas foram tomadas.
Policiais que estavam de folga tiveram que suspender o descanso e voltar ao trabalho, informa o setor de comunicações do 4º BPMI. Além disso, foram colocadas viaturas em pontos estratégicos e obstáculos em frente as bases para restringir o acesso e, assim, tentar evitar possível ação de algum integrante do PCC. Em Bauru, a PM mantém sete bases espalhadas pela cidade: Sul, Centro, Leste, Oeste, Noroeste, Sudeste e de Trânsito. O Policiamento Rodoviário também adotou a mesma tática na Base de Bauru, já usada em ondas anteriores de ataques do PCC.
Até então, a polícia de Bauru nunca sofreu ataque atribuído a membros do PCC. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, no Interior do Estado, foram registrados ataques em Araras, Campo Limpo Paulista, Itapira, Mogi Mirim, Ourinhos, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santa Bárbara d’Oeste e Várzea Paulista.
Ontem, de acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária, o clima era tranqüilo nas penitenciárias 1 e 2 de Bauru, que não abrigariam integrantes da facção criminosa. Porém, um agente penitenciário consultado pela reportagem disse não descartar que entre os presos existam sim simpatizantes do PCC que não declaram sua condição com medo de represália dos colegas de cela. Isso porque um grupo é rival do outro.
Hoje, quando os presos receberão seus parentes na tradicional visita do domingo, os agentes penitenciários deverão estar ainda mais alerta. O medo de quem trabalha nos presídios é que os detentos aproveitem a movimentação e tomem visitas e funcionários como reféns e, assim, iniciem uma rebelião. Como nas penitenciárias de Bauru não foi registrado nenhum indício de rebelião, a Secretaria da Administração Penitenciária manteve a visita programada para hoje. Como hoje comemora-se o Dia das Mães, o número de visitantes deve ser maior que nos domingos comuns.