11 de julho de 2026
Nacional

Rebeliões em 22 presídios paulistas geram pelo menos 56 pessoas reféns

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Presidente Prudente - Rebeliões orquestradas pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em 22 presídios do Estado de São Paulo fizeram pelo menos 56 pessoas reféns. No início da tarde de ontem, a tropa de choque da Polícia Militar retomou duas penitenciárias, mas 31 pessoas ainda permaneciam em poder de rebelados em 20 unidades prisionais até o fechamento desta edição.

O levante se assemelha à megarrebelião de fevereiro de 2001, na qual líderes presos do PCC comandaram, usando telefones celulares, motins simultâneos em 29 unidades prisionais paulistas, deixando 16 internos mortos. Por volta das 13h de ontem, a tropa de choque invadiu as penitenciárias 1 de Avaré (262 km a oeste de São Paulo) e a de Iaras (282 km a noroeste de SP) e libertou os 25 reféns. Não havia informações sobre mortos ou feridos.

Os motins haviam começada por volta das 15h de ontem. Em Pirajuí (398 km a noroeste de SP), uma rebelião teve início por volta das 10h de ontem na penitenciária 2 . Segundo a PM da cidade, dez agentes penitenciários eram mantidos reféns. A direção da penitenciária, que negociava com os presos rebelados, não forneceu mais informações. Na região oeste do Estado, ao menos 21 agentes penitenciários foram feitos reféns em quatro penitenciárias.

De acordo com informações da Polícia Militar e dos próprios presídios, os motins tiveram início quase simultaneamente, por volta das 11h. Até o final da manhã havia a confirmação de 13 agentes reféns no presídio de Marabá Paulista (648 km a oeste de SP) e oito na unidade de Lucélia (586 km a noroeste). Em Presidente Prudente (565 km a oeste) e Flórida Paulista (607 a noroeste), não havia informações sobre reféns. Em Presidente Prudente, os detentos estavam sobre o telhado, no começo da tarde de ontem.

O CPI-8 (Comando de Policiamento do Interior) determinou o envio de tropas de choque para as unidades alvo de motins. Avaré e Iaras Em Avaré, uma professora da Funap (Fundação Professor Manoel Pedro Pimentel) e 12 agentes penitenciários foram mantidos reféns. Antes da invasão pela tropa de choque, policiais militares localizados na parte externa da penitenciária informaram que os rebelados, que ocupavam o telhado da unidade, portavam pelo menos duas armas de fogo.

Em Iaras, a tropa de choque libertou 12 agentes penitenciários. Segundo a PM, os detentos tinham facas e estiletes. À tarde, estava em andamento uma rebelião em Irapuru (631 km a noroeste de SP).