Há um consenso, principalmente entre os filhos, de que todas as mães do mundo são iguais. Realmente isso parece ser verdadeiro, no que concerne às mães de verdade, àquelas que amam seus filhos e cuja vida é a própria vida delas, como disse um poeta: “para alguém (a mãe) sou a vida, a luz dos olhos e se a Terra existe é porque existo”.
Para todas, em qualquer parte do mundo, a sua criancinha, já ao nascer, é a mais bonita, a mais forte, a mais esperta e inteligente: são todas corujas.
À medida em que vão crescendo, crescem também, junto com o amor, o desejo de ver a criança progredindo na escola, sendo admirada e querida por todos e nada é mais gratificante para toda e qualquer mãe do que ouvir “como seu filho é bonito!”, “como seu filho é inteligente!”, “como seu filho é estudioso!”, “como seu filho é bem educado!”. Tudo isto vale também para as filhas.
Até quando adulta, a sua criança (para a mãe o filho é sempre criança), a mãe gosta de ouvir “seu filho é bom, é trabalhador, é competente, é querido por todos no seu trabalho” e se for casado ou casada, “como ele (ou ela) se dá bem com o cônjuge, formam um casal belo e feliz”.
E quando a velhice chegar, para ele ou ela também, se não morreram quando moços, é claro que ficarão velhos, tudo que a mãe que já partiu para o além quer, é ser lembrada pela sua criança, com saudade, numa oração, numa prece de amor e gratidão e esteja ela onde estiver, com certeza, se puder fazer alguma coisa para a sua criancinha de outrora, ela fará, porque mãe é sempre mãe, seja aqui, seja no além.
Isolina Bresolin Vianna - escritora e membro fundador da Academia Bauruense de Letras, ocupante da cadeira 12