Em resposta às mortes ocorridas no trecho urbano da Rodovia Marechal Rondon, as autoridades competentes fizeram instalar placas de advertências, avisos sonoros de velocidade no asfalto da pista, redução de velocidade no chamado trecho urbano, de 100 km/h para 80km/h, além de uma fiscalização um tanto quanto mais intensa em horários de maior movimentação de transeuntes/automóveis.
Agora só faltam quatro medidas para que a situação seja definitivamente resolvida e a população e os usuários possam enfim, cada qual à sua maneira, usar a rodovia sem que vidas sejam ceifadas e acidentes sejam evitados. As medidas são as seguintes:
1. O poder público tem que investir em educação, ou seja, os moradores das imediações da pista devem receber orientações educativas sobre segurança do trânsito e tudo que está envolvido nesse processo. E por que não fazê-lo também nas escolas municipais e estaduais vizinhas à pista?.
2. Se o trecho é considerado urbano, então a estrada tem que receber nesse espaço de aproximadamente 12 a 14 km’s a iluminação adequada. Inaceitável que o dito trecho urbano permaneça às escuras, pois a cidade cresceu e seus moradores não podem nem devem pagar pela falta de arrojo e consideração por parte dos seus homens públicos. Isso não será difícil, pois a nossa cidade conta com um representante na Assembléia e cujo partido é governo há doze anos, isto posto, é só ele querer que a luz se fará presente à rodovia Rondon.
3. É dever do Estado dotar o trecho urbano da rodovia de tantas quantas forem necessárias às passarelas para a correta passagem dos transeuntes em seu trecho urbano. O custo é alto mas se comparado a uma só vida de uma criança se tornará ínfimo. Senão, por que pagamos tantos impostos ao mesmo poder público? Por que pagamos pedágios nas praças de arrecadação da Rondon?
4. Antes que os apressados se antecipem e digam o óbvio, ou seja, que alguns ignorantes sem amor à vida e sem a devida educação teimam em atravessar por debaixo das passarelas e o investimento seria questionável. Ora, não é por que o cachorro morde a pessoa que a mesma irá morder o cão. Cabe ao mesmo poder público educar, orientar e dotar os espaços disponíveis com cercas, muros e todo tipo de barreiras que venham ajudar a evitarmos um só atropelamento no referido trecho da rodovia em Bauru.
O resto é conversa mole, é desculpa de quem pode gastar verdadeiras fortunas e não quer investir na segurança de seu povo. A Prefeitura da Cidade de Bauru deveria ser a primeira, seguida de nossa Câmara, a pleitear a implantação dessas medidas com urgência, pois o exemplo vem de cima e não dos lados. Colocar radares e redutores de velocidade não elimina a possibilidade de acidentes enquanto que a colocação de passarelas sim, pois até que provem em contrário, nenhum transeunte foi atingido enquanto atravessava por sobre uma passarela.
Rafael Moia Filho