11 de julho de 2026
Polícia

Família do agente morto em Ribeirão teme pela segurança

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O agente penitenciário Alexandre Luiz de Lima, 29 anos, vítima dos atentados do Primeiro Comando da Capital (PCC) na sexta-feira à noite na região de Ribeirão Preto, foi enterrado ontem, em Bauru. Para a família do bauruense, que também teme ser alvo de ataque, não foi disponibilizado nenhum esquema de segurança.

A família, que pediu para não ser identificada, teme por novos ataques e prefere não emitir opinião sobre os fatos que causaram a morte do único filho homem. A mãe, com lágrimas nos olhos, disse que só sabe que ele saía do serviço quando foi executado. “Ele foi abatido como um animal, como uma caça. Ninguém tem o direito de fazer isso. Ele não teve defesa”, comentou.

Emocionada com a situação triste e inesperada, a irmã lembra que Lima foi atingido por vários tiros. “Um dos tiros atingiu o pulmão dele. Esse tiro foi fatal. Nós não chegamos a vê-lo”, conta, ressaltando que a família em Bauru não tem mais detalhes sobre as circunstâncias em que o rapaz foi morto.

Há quatro anos, Lima prestou concurso para agente penitenciário, lembra a mãe. “Foi trabalhar em Serra Azul, região de Ribeirão Preto. Lá, se casou e tinha um filho de três anos”. A mulher do agente está grávida de cinco meses. Segundo a irmã de Lima, as explicações podem ter sido passadas para a cunhada. “Nós não ficamos sabendo de nada. O diretor da penitenciária de lá falou com ela”, comentou.

Na opinião da irmã, o agente foi executado. “Nós vimos o carro com as marcas dos tiros pela televisão. Sabemos como foi pela mídia. Não queremos comentar o assunto porque tememos pela nossa segurança”, ressalta.

A casa da família não conta com qualquer tipo de proteção, garante a irmã do agente. “Nós não sabemos o que fazer. Nenhum esquema de segurança foi passado ou disponibilizado para nós”, reclama.

Em Serrana, onde o agente morava, segundo a irmã dele, havia policiais armados por toda a cidade após o ataque que vitimou Lima. “Eu nunca vi tanta polícia nas ruas. A situação era grave.”