As agências bancárias nem tinham aberto as portas ao público ontem pela manhã e a polícia já estava no encalço de três homens suspeitos de planejarem um ataque contra uma das principais instituições bancárias de Bauru. No decorrer do dia, circulou a informação de que outra agência grande da cidade também seria alvo de atentados. Mas até o final dessa edição, as ameaças não haviam sido cumpridas.
Mesmo assim, logo pela manhã, dois funcionários que visitaram clientes comentaram com a reportagem que haviam sido orientados pela própria polícia para evitar a exposição do crachá. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), no entanto, não transmitiu nenhuma orientação específica.
Por nota, apenas confirmou que o atendimento dos bancos será mantido hoje. Reiterou confiança no Estado brasileiro, que dispõe dos meios apropriados para combater os recentes atos de violência.
Para evitar novas vítimas, o efetivo da Polícia Militar também redobrou cuidados. O tráfego em frente às bases comunitárias de segurança foram interrompidos. Na Base Sul, durante o dia, policiais permaneceram posicionados em frente ao prédio.
Um deles teria recebido três ameaças pessoais via telefone público. A reportagem tentou contato com o Comando da PM para confirmar a informação, mas foi comunicada de que apenas a Secretaria de Segurança Pública poderia comentar o assunto. Sucinta, a assessoria de imprensa do órgão informou que a PM estava na rua para amenizar a situação.
Porém, conforme o JC apurou, alguns policiais foram orientados a permanecer nas bases. As fiscalizações de rotina deveriam ser evitadas. Os deslocamentos estavam autorizados somente em caso de ocorrência.