11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Aposentado critica cobrança bancária indevida

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Em março, o aposentado Antônio Carlos da Silva França Maluf fez um empréstimo de R$ 5 mil na agência Vila Cardia do Banco Nossa Caixa. Dias depois, reuniu dinheiro e resolveu quitar o débito. Entretanto, na hora de saldar o empréstimo, ficou sabendo que o total financiado foi de R$ 5.357,00. Ao procurar os funcionários do banco, foi informado de que o valor adicional era referente a taxas administrativas e ao seguro.

Com uma cópia do contrato na mão, Maluf percebeu que o valor cobrado pelo seguro era nulo e que, de acordo com o documento, o valor líquido do empréstimo era de R$ 5.131,43.

Ele também questiona este valor, pois afirma que já fez outros empréstimos e sabe que as taxas são descontadas do valor total financiado, portanto, deveria ter recebido menos de R$ 5 mil. Além disso, esses R$ 131,43 adicionais não foram creditados em sua conta, conforme extrato de movimentação bancária.

Com problemas de audição e idade avançada, Maluf diz que foi fraudado pela atendente, registrou queixa no Procon e garante que acionará a Justiça. “Fiz uma carta, conforme fui orientado pelo banco, pedindo o reembolso, e até agora, nada”, conta. A assessoria de imprensa do banco foi procurada pelo Jornal da Cidade no dia 28 de abril e só se manifestou 12 dias após o primeiro contato.

Em sua resposta, o banco não se posicionou sobre as denúncias de fraude e cobranças indevidas feitas pelo cliente e se limitou ao comunicado: “Em resposta ao cliente Antônio Carlos da Silva França Maluf, esclarecemos que o cliente contratou empréstimo de crédito pessoal, no mês de março de 2006, e adquiriu também um seguro modalidade ‘Acidentes Pessoais Premiado’, com prazo de validade de um ano, produtos distintos e adquiridos separadamente. Após alguns dias, o cliente procurou a agência solicitando a quitação do empréstimo e o cancelamento do seguro, no que foi prontamente atendido”.