10 de julho de 2026
Internacional

UE apela a Israel sobre palestinos

Folhapress
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Washington - A União Européia prometeu ontem retomar o envio de recursos aos palestinos o quanto antes, mas declarou que um novo mecanismo de ajuda depende de Israel. Os chanceleres da UE reunidos em Bruxelas expressaram “grande preocupação” com a deterioração da situação humanitária, econômica e financeira de Gaza e da Cisjordânia, após o corte da ajuda pelo bloco europeu e pelos EUA.

A suspensão do envio de dinheiro foi determinada depois da vitória do Hamas nas eleições palestinas de janeiro, que deu ao grupo terrorista islâmico o controle do governo. Israel, EUA e UE decidiram manter o corte do fluxo financeiro aos palestinos enquanto o Hamas não renunciar à violência e reconhecer Israel.

A comissária para assuntos externos da UE, Benita Ferrero-Waldner, disse esperar que o mecanismo de ajuda proposto na semana passada pelo Quarteto (EUA, ONU, UE e Rússia), responsável pela negociação de paz na região, possa ser implementado em junho. A idéia é fazer o dinheiro chegar aos palestinos sem que passe pelo Hamas.

A Autoridade Nacional Palestina necessita de US$ 150 milhões por mês para pagar salários e outros custos administrativos. Cerca de dois terços disso são cobertos por doações internacionais, que agora estão suspensas. Os 165 mil funcionários da ANP estão sem receber salários de março e abril, em parte também porque Israel reteve US$ 55 milhões em impostos coletados para os palestinos.

Para a UE, é “crucial” que Israel retome o repasse desses impostos. O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, pediu ontem que o Hamas renunciasse à violência e que Israel converse com ele sobre paz. Para Abbas, o plano de retirada unilateral de Israel da Cisjordânia, anunciado pelo premiê Ehud Olmert, vai alimentar o extremismo na região.