Os novos ataques atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC) voltaram a mobilizar a polícia paulista ontem à noite. Em Bauru, a segurança dos Distritos Policiais (DP) foi mais uma vez reforçada. Delegados receberam convocação de emergência e a interdição das ruas em frente às delegacias foi retomada.
A medida - adotada logo após os primeiros atentados cometidos na cidade, na madrugada do último sábado – seria revogada no início da tarde de ontem. Poucas horas depois, no entanto, circulava por todos os cantos do Estado informações referentes à retomada das ações que seriam coordenadas pela facção criminosa.
De acordo com um dos boatos disseminados, o PCC planejaria revidar a morte de um “irmão”. Numa eventual ação policial, ele, seus pais e uma irmã teriam sido mortos. A notícia não foi confirmada oficialmente, mas o JC apurou que, nos bastidores, tanto a Polícia Civil quanto a Militar haviam sido comunicadas da possibilidade de novas rebeliões e ataques e da suposta justificativa para os atentados.
De mãos dadas com ela, a onda de boatos também recaiu sobre Bauru, mas numa intensidade inferior à registrada na segunda-feira. Num curto período de tempo, a Redação do JC recebeu ligações informando sobre o eventual assassinato da mãe de um coronel e de novos ataques contra prédios públicos estaduais em Bauru. As denúncias não haviam sido remetidas à Polícia Civil.
“Não soubemos. Recebemos uma determinação geral para reforçar (a segurança) tudo de novo porque eles iriam voltar aos ataques a partir das 18h. Todo mundo foi chamado para trabalhar. Para a família (dos policiais), a orientação é para ficar em casa e não sair por nada”, comentou ontem à noite o delegado seccional Doniseti José Pinezi.
Por causa da situação, a Tropa de Choque da Polícia Militar ficou de sobreaviso. Nas ruas, o efetivo continuou reforçado como já estava desde o último sábado. No período noturno, as bases comunitárias de segurança continuaram com o acesso restrito com a interdição de ruas próximas.