08 de julho de 2026
Regional

Estado determinou o afastamento de servidores em Bariri e Bocaina

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Assim como a presidente da Câmara de Itapuí, outros políticos da região também enfrentam problemas com o acúmulo de função. É o caso do vereador Nilson Cordeiro de Souza (PDT), de Bocaina, e da vice-prefeita Tereza de Lourdes Camargo (PTB), de Bariri. Ambos são funcionários do Estado na área da Educação e tiveram de optar entre a carreira política e a profissional.

Nilson ocupa atualmente o cargo de presidente da Câmara de Bocaina. Tanto ele quanto a vice-prefeita de Bariri preferiram cumprir até o fim seus respectivos mandatos. Ambos foram afastados por determinação da Diretoria Regional de Ensino de Jaú. Tereza teve de deixar o cargo de diretora de escola e Nilson, o de professor.

“Não entendi a medida e por isso recorri à Justiça para poder voltar a dar aulas”, disse o vereador. Nilson leciona matemática e física na Escola Estadual Capitão Henrique Montenegro. Professor há 30 anos, ele considera seu afastamento “uma vergonha”. Mesmo afastado, Nilson continuará recebendo seu salário como professor e o Estado terá ainda de arrumar um substituto.

A exemplo da vereadora Rita de Cássia Sotto Xavier (PSDB), Nilson também acha possível conciliar o cargo de presidente da Câmara em uma cidade pequena com um outro emprego público. Quanto a questão salarial, ele disse que desde junho de 2005 não recebe a verba de representação - salário extra que todo presidente de Câmara tem direito. Nilson disse ter aberto mão do benefício após deliberação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nesse sentido.

Na sessão de anteontem, foi lido o requerimento de um morador da cidade questionando o acúmulo de salários do vereador. Nilson disse que não teme a possibilidade de ter de devolver dinheiro. Segundo ele, não houve irregularidade, porque assim que ficou sabendo da determinação do TCE deixou de receber a verba de representação.