09 de julho de 2026
Esportes

Leveza, força e elasticidade são os diferenciais da equipe de Bauru

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 3 min

A combinação entre agilidade, força e elasticidade é a essência fundamental do esporte, que como muitos outros, também teve seu início na Grécia. A ginástica olímpica, que passou a ser conhecida no Brasil através do talento de Daiane dos Santos e dos irmãos Danielle e Diego Hypólito, é um esporte tão belo quanto emocionante, pois exige de seus adeptos coragem, graça e principalmente o domínio do próprio corpo.

As modalidades da ginástica olímpica baseiam-se na evolução técnica de diversos exercícios físicos. Para os homens, as provas são: barra fixa, barras paralelas, cavalo com alças, salto sobre o cavalo, argolas e solo. As mulheres disputam exercícios de solo (com fundo musical), salto sobre cavalo (de 1,10 m de altura, na horizontal), barras assimétricas (de 2,30 m e 1,50 m de altura), e trave de equilíbrio (de 10 cm de largura e 5 metros de comprimento).

A ginástica faz parte das olimpíadas desde as competições de Berlim, 1936. A primeira participação do Brasil no esporte em uma Olimpíada foi em Moscou, em 1980, com Claudia Magalhães e João Luiz Ribeiro.

Em Bauru, a primeira investida no esporte foi em 1996, quando o então governo municipal patrocinou a vinda de professores experientes para a implantação da ginástica olímpica na cidade. Dentre os professores que vieram à Bauru estavam ex-soviéticos e brasileiros de várias cidades do Estado de São Paulo.

Dez anos se passaram e, ao procurar saber a quantas anda a ginástica olímpica bauruense, encontramos apenas um dos professores trazidos a Bauru naquela época. Washington Luiz Antunes do Santos possui uma academia, onde ensina ginástica olímpica para crianças e adolescentes.

Além disso, entre idas e vindas, Washington voltou a ser o técnico da equipe bauruense da modalidade nos Jogos Regionais e Abertos do Interior do Estado de São Paulo. Com 30 anos de experiência como professor, Washington foi técnico de ginástica olímpica em diversos clubes da capital paulista e de cidades do Interior.

Em todos esses anos de carreira, o técnico revelou vários ginastas de destaque como: Kenzo Kaschimura, Hilton Dichelli, Jeferson Alves Virando, entre outros. Por esses feitos pela ginástica, Washington ocupou lugares de destaque nas instituições que administram a modalidade: de 2000 a 2004 foi vice-presidente da Federação Paulista de Ginástica (FPG) e atualmente é presidente do comitê técnico masculino da FPG.

Nos Jogos Regionais que serão realizados no mês de julho, em Piracicaba, Bauru vai contar com 14 atletas. Sete no masculino e sete no feminino. Para a equipe masculina, Washington trará para Bauru o reforço de três atletas de alto nível para disputar a categoria livre, composta por atletas acima de 16 anos.

Segundo Washington a equipe bauruense vai disputar os jogos regionais com grandes chances de vencer. “Vamos para Piracicaba com o objetivo de terminar em primeiro lugar para disputarmos os Jogos Abertos em outubro”, afirmou.

Na disputa dos Jogos Abertos, Washington afirma que Bauru tem chances de brigar pela terceira posição com Mogi das Cruzes e São José dos Campos. “Provavelmente, o primeiro e segundo lugar deve ficar com as cidades de Santos e São José do Rio Preto, que são duas potências da ginástica olímpica no Estado”, revela.

Atletas

Três ginastas vêm se destacando na cidade de Bauru. No masculino Adriano Carlos da Silva, de 21 anos e Patrik Soares dos Reis, de 20, são atletas que possuem nível técnico muito alto. No feminino, a brilhante Patrícia Marques Barreto, de 15, esboça grande futuro na modalidade.

“Temos atletas de altíssimo nível. Mas o problema é que eles não tem incentivo nenhum e às vezes acabamos desperdiçando grandes talentos como esses”, conta o técnico Washington.

É o caso de Patrícia e Adriano, que freqüentemente recebem convites da cidade de São José do Rio Preto para defendê-la em competições Estaduais.

“Eu treino cerca de três horas e meia por dia, além de trabalhar e estudar. Se eu não precisasse trabalhar para complementar meu orçamento, poderia treinar em dois períodos e até pensar numa Seleção Brasileira”, conta Adriano, que recebe como apoio bolsa parcial de estudos para cursar Educação Física na faculdade Fênix, em Bauru.