São Paulo tem em torno de 140 mil presidiários. Com 20% da população do País, tem quase 50% dos encarcerados, conseqüência do enorme esforço que tem sido realizado no combate à criminalidade, abrigando, inclusive, presos de outros Estados. Não é à-toa que os principais líderes do crime organizado comandam rebeliões dentro das cadeias e não em seus próprios territórios, como ocorre em outros Estados. Esse esforço do governo paulista reflete-se em decrescentes índices de criminalidade com os homicídios, por exemplo, recuando em 2005 ao mesmo patamar de 10 anos atrás (conferir em www.soudapaz.org.).
Agora, quando os chefões descontentam-se com sua prisão e a perda de benefícios e lançam a carnificina contra policiais e agentes penitenciários, sua excelência, o presidente da República, como sempre, jogando para a torcida, apressa-se em oferecer a São Paulo o reforço de 4 mil tropas. Ora, as polícias de São Paulo têm 130 mil homens, a Federal 7 mil e o Exército em torno de 200 mil, para todo o Brasil. Que ajuda poderiam oferecer 4 mil homens que não conhecem o terreno, o tipo de organização, o “modus operandi” e que talvez não possuíssem o mesmo nível de treinamento? Talvez viessem a constituir-se mais em problema do que em solução. Por certo tenha pensado nosso marqueteiro presidente não na solução da crise, mas nos efeitos eleitorais que suas tropas causariam nas adocicadas imagens do “Jornal Oficial”, que ignoraria os cortes efetuados por sua excelência no Fundo Nacional de Segurança Pública e a inexistência dos prometidos presídios federais. Parabéns aos policiais de São Paulo pela coragem e determinação no enfrentamento da crise e na batalha diária para propiciar segurança ao povo paulista, alguns perdendo a própria vida no cumprimento do dever. Enquanto isso, “nosso” presidente acusa: “Parece que havia uma mancomunação entre polícia e bandido.... (Carlos Ladeira - RG 6.994.287)