09 de julho de 2026
Bairros

Financiamento é oportunidade para quem não tem dinheiro

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 2 min

Falta de dinheiro. Quem não sofre deste mal? Por esta razão, o sonho da casa própria fica muitas vezes distante, quase impossível. De olho neste filão de pessoas que querem construir ou comprar, mas não têm recursos, as instituições bancárias investem e flexibilizam cada vez mais as regras para financiamento imobiliário.

De acordo com o superintendente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Geraldo Oliveira, a procura por financiamento aumenta a cada ano. “O financiamento é hoje a única oportunidade de muitas pessoas conseguirem a casa própria, por isso há tantos interessados. Hoje consideramos até a renda informal comprovada a partir de recibos e testemunhas. É preciso mensurar a capacidade de pagamento e confiar no cliente”, explica.

Apenas nos três primeiros meses deste ano, 1.182 famílias de Bauru e região realizaram o sonho de comprar a casa própria. A maioria, famílias de baixa renda. Neste período foram gastos 25% dos R$ 80 milhões destinados pelo governo federal às linhas de financiamento para aquisição de moradias na região, segundo informações da assessoria de comunicação do Escritório de Negócios da CEF.

Os financiamentos da CEF podem variar de R$ 15 mil a R$ 245 mil em 18 linhas de crédito, que vão desde a compra do terreno e construção da residência até a aquisição de casas e apartamentos usados.

Para o primeiro exemplo, a CEF financia 100% do valor. No caso de imóveis usados, o percentual tem teto de 80%. Os valores da parcela não ultrapassam 30% da renda familiar total, o que torna a casa própria acessível. O prazo máximo para amortização do financiamento é de 20 anos.

O vendedor Joaquim Manon Cintra, 44 anos, passou alguns anos tentando guardar dinheiro para comprar um imóvel, mas viu no financiamento a maneira mais rápida de realizar o sonho. “Eu guardava e sempre surgiam imprevistos em que tinha que gastar. Um dia resolvi entrar no financiamento. Vou pagar quase três vezes mais do que o dinheiro que peguei emprestado, mas se não for assim não tem outro jeito”, afirma.