Jerusalém - O governo israelense autorizou ontem o repasse de US$ 11 milhões aos palestinos, a fim de amenizar a crise econômica que os atinge - crise essa devida ao boicote liderado por EUA e Israel contra o governo palestino, nas mãos do grupo terrorista Hamas. O Ocidente exige que o grupo abra mão da luta armada e reconheça a existência do Estado de Israel. Apesar do conflito com o Hamas, Israel vem sendo pressionado a ajudar a população palestina.
O governo israelense anunciou que os US$ 11 milhões serão usados para comprar remédios e material para os hospitais palestinos, que serão passados diretamente a essas instituições. Segundo Ghazi Hamad, porta-voz do governo palestino, Israel não fez um favor. “Eles usam isso como um meio de chantagem para obter concessões políticas”.
No Egito, onde é realizada uma cúpula econômica com a presença de chefes de Estado do Oriente Médio, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, encontrou-se com altos membros do governo israelense.
Abbas, que esteve com a ministra das Relações Exteriores israelense, Tzipi Livni, afirmou que começaria uma rodada de negociações com o Hamas na próxima quinta-feira, a fim de evitar que os recentes confrontos entre membros de seu partido, o Fatah, e do Hamas se transformem num confronto generalizado.
No entanto, o premiê de Israel, Ehud Olmert, afirmou não confiar na capacidade de negociação de Mahmoud Abbas. “Ele não tem capacidade nem de impedir as menores ações terroristas entre os palestinos”, disse.
Em episódio que corrobora as preocupações de Abbas, a polícia palestina desbaratou uma tentativa de assassinato contra o chefe de segurança do Fatah. Uma bomba, diante da casa de Rashid Abu Shbak, foi desarmada. Anteontem, já havia ocorrido atentado contra outro membro do Fatah, o chefe da inteligência palestina, Tareq Abu Rajab, que ficou ferido na explosão de uma bomba no prédio onde trabalha.