09 de julho de 2026
Bairros

Exame em animais está prejudicado

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

O exame de cachorros suspeitos de estarem com leishmaniose está prejudicado. O Departamento de Saúde Coletiva (DSC) reduziu o número de amostras de sangue dos animais enviadas ao Instituto Adolpho Lutz para diagnóstico da doença.

De acordo com Marco Antonio Natal Vigilato, diretor do DSC, por conta da greve dos fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nos portos e aeroportos no mês passado, está faltando material no instituto para realizar o teste Elisa, um dos dois métodos usados para diagnosticar a leishmaniose.

“A nossa cota mensal é de 2 mil exames, mas estamos restringindo porque o laboratório não tem condições de atender esta demanda”, explica Vigilato.

Porém, ele ressalta que o segundo teste está sendo realizado normalmente. “E, em muitos casos, ao saber que o cachorro está com os sintomas da leishmaniose, o dono já nos entrega o animal para eutanásia”, frisa.

O diretor do DSC ressalta que os exames em humanos não sofreram alterações. “O diagnóstico da leishmaniose em humanos e animais é diferente. Em humanos, é coletado material da medula óssea através de punção, que depois vai para análise em laboratório”, afirma.