09 de julho de 2026
Nacional

Em greve, agentes penitenciários barram advogados

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Agentes penitenciários do Estado entraram em greve ontem e estão impedindo a entrada de advogados e oficiais de justiça nas unidades. Mantimentos levados aos presos por parentes também não podem ser entregues.

Os agentes de escolta e vigilância aderiram ao movimento. Eles são responsáveis pelo transporte dos detentos para hospitais e entre presídios, além da vigilância nos centros de detenção. O Estado conta com cerca de 24 mil funcionários entre agentes penitenciários e de escolta.

Segundo o Sindasp (sindicato dos agentes de segurança penitenciária) um total de 40 unidades, das 144 que existem em todo o Estado, aderiu à greve. No entanto, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) diz que só oito unidades participam do movimento e que a paralisação é parcial. Os funcionários, segundo a SAP, permanecem em seus postos. Entre as unidades paradas estão os Centro de Detenção Provisória (CDPs) de Pinheiros (zona oeste da Capital), de Belém (zona leste) e o da Vila Independência (zona sul).

Nos CDPs de Belém, ontem, cerca de 20 advogados foram impedidos de entrar na unidade, de acordo com os funcionários. “Isso é um absurdo. Ainda nem conheço o meu cliente e preciso falar com ele antes da audiência que é dia 6”, afirmou a advogada Sílvia Helena do Prado Sales.

A oficial de justiça Ângela Araújo chegou a discutir com um agente do centro de detenção de Vila Prudente após ter o acesso ao presídio negado. Ela levava mandados judiciais.

Os agentes penitenciários reivindicam melhores condições de trabalho, adicional no valor de R$ 580,00 e que a quantia seja incorporada ao salário, além de equipamentos de segurança dentro das unidades, como spray de pimenta e tonfa - equipamento de defesa. Eles também querem permissão para ter porte de arma. Na região de Presidente Prudente (a 565 quilômetros a oeste de SP), os agentes não aderiram à greve.