10 de julho de 2026
Bairros

Abandonado, prédio da cadeia vira esconderijo para ladrões

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Um excelente ponto na região central de Bauru, próximo ao cruzamento das avenidas Nações Unidas e Nuno de Assis. Apesar da boa localização, o prédio está abandonado desde 2003. As instalações da antiga Cadeia Pública de Bauru, que fechou suas portas em junho de 2003, após a inauguração do Centro de Detenção Provisória (CDP), estão abandonadas, cobertas pelo mato e segundo o vereador Primo Mangialardo (PV), servindo de abrigo para andarilhos e, até esconderijo de produtos de furtos.

De acordo com o vereador, moradores da região o procuraram pedindo alguma providência para o local, que pertence à Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). “Em 2005, sugeri que a prefeitura se apropriasse do espaço para a instalação de uma feira permanente ou um museu relacionado ao folclore”, conta. Mangialardo aponta que, apesar de obter apoio para o projeto, a SSP não se manifestou.

Para evitar que o mato tome conta do lugar, a prefeitura realiza a limpeza do terreno. Atualmente, o lugar é abrigo para os gatos da região. “É um absurdo. Recebi reclamação de moradores, afirmando que o lugar é utilizado por pessoas que estão fugindo da polícia para esconder produtos roubados ou usar drogas. Orientei que elas registrassem boletins de ocorrência”, conta. “Os moradores que antes sofriam com as rebeliões, hoje sofrem com o descaso”, critica o vereador.

Uma das possibilidades já estudadas para o local, seria a instalação e a ampliação das dependências do Instituto Médico Legal e Polícia Técnica. “O IML está sem espaço físico. A idéia era implantar o serviço de patologia, o departamento pessoal. Colocar junto a Polícia Técnica, que hoje está abrigada no Deinter (Departamento de Polícia Judiciária, na Bela Vista), e também criar o Museu do Crime”, explica Ivan Segura, coordenador do IML de Bauru. A proposta, no entanto, esbarrou na burocracia.

Mesmo reunindo toda a documentação necessária e contando com mão de obra e projetos arquitetônico, elétrico e hidráulico gratuitos, o IML não conseguiu que a SSP cedesse o prédio. No início do ano, Segura enviou novamente a solicitação e também não obteve resposta. “E eu não pedi verba nenhuma, só a cessão. Hoje eu não tenho mais essa expectativa. Não conseguimos vencer a barreira da burocracia, mesmo conhecendo todos os trâmites”, lamenta.