07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Gratuitamente

Após ler uma nota ontem, nesta coluna, sobre o problema no elevador de acesso de deficientes físicos à Câmara Municipal, o arquiteto Jurandyr Bueno Filho rapidamente ligou para Toninho Garmes (PSDB) e se prontificou em fazer um projeto, gratuitamente, ao Legislativo para que seja construída uma rampa de acesso. Garmes adorou. A palavra gratuito é música nos ouvidos do austero presidente da Câmara.

• Expectativa

O vereador Marcelo Borges (PSDB) quer verificar, na sessão extra de hoje, se a proposta de conograma para as obras do tratamento de esgoto pelo DAE são viáveis de serem executadas. O tucano não torce conta a obra, evidentemente em função de sua necessidade, mas faz seu papel de oposição de querer ver “o preto no branco”.

• Preocupação

Dentro do ninho tucano, mas em outra função, o diretor regional da CDHU, Carlos Ladeira, está na expectativa da aprovação do TAC junto à Promotoria. Com o novo Termo de Ajustamento, a CDHU poderá investir em novos loteamentos e regularizar a situação dos que já existem, sem que a empresa precise fazer o tratamento.

• Dificuldades

O problema da CDHU e de outros empreendedores do setor imobiliário é que a falta de tratamento de esgoto encarece as obras. Até a Caixa Econômica Federal (CEF) sofre com o problema, já que uma ação do Ministério Público Federal impede que a CEF realize novos financiamentos em Bauru em função da falta do tratamento.

• Áreas à venda

O DAE também quer aproveitar a proposta que defende a utilização de terrenos ociosos em investimentos. A lei específica do Executivo que trata do assunto destina recursos da venda de lotes do Município para programas de pavimentação. Mas o DAE quer alterar uma lei de 1999 que trata do uso de terrenos para permitir que pelo menos oito lotes gerem verba para o tratamento de esgoto.

• Uso político

O ex-prefeito de Sorocaba e pré-candidato a deputado federal pelo PSDB Renato Amary criticou, durante visita ao JC, ontem, o uso político do problema da violência, que atingiu São Paulo na última semana. Para ele, a responsabilidade não é só dos tucanos, mas de todos.

• Sem influência

Para Amary, a onda de violência não vai atingir a candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência. Segundo ele, seria um erro jogar a culpa do que aconteceu apenas no governo do Estado. “Não é de hoje que nós sofremos com a violência, e não podemos culpar um governo ou partido”, disse.

• Tudo em família

Um detalhe curioso de Renato Amary é o fato de sua esposa, Maria Lúcia Amary, ser deputada estadual e pré-candidata à reeleição. O ex-prefeito de Sorocaba afirmou que isso facilita muito, porque a dobradinha fica em família, e o gasto com a campanha é bem menor.

• Merendeiras

O chefe de Gabinete do prefeito, Paulo Canalli, comentou ontem a nota desta coluna que indagou se os servidores da merenda escolar que não receberem o tíquete-alimentação terão que se valer das refeições destinadas às crianças, nas escolas. Canalli diz que, em cumprimento à lei, será destinada rubrica orçamentária específica para as merendeiras terem alimentação nas unidades.