Com relação à carta do sr. José Xaides, publicada nesta coluna, no último domingo, venho, primeiramente pedir desculpas pela apropriação do título e, em segundo, parabenizá-lo pela iniciativa. Quero salientar nas colocações do sr. Xaides o que considero de mais grave no assunto, ou seja, a completa omissão (ou irresponsabilidade) das autoridades locais. Também moro no Jardim Marambá e procuro cuidar de minha saúde fazendo caminhadas diárias no meu bairro e bairros vizinhos. Atitude que, nesta época de estiagem (a despeito das últimas chuvinhas), torna-se praticamente um sofrimento, pois os focos de queimadas, espalhadas às dezenas, impedem o objetivo de tal exercício físico.
O que dizer das queimadas quase que diárias na área do horto bem próximo à sede da Polícia Florestal na av. Rodrigues Alves?.... E as queimadas dentro da área do antigo matadouro (Jd. Redentor), de propriedade da Prefeitura Municipal (cadê o exemplo)?... E as queimadas junto às margens do córrego da Água Comprida?... Isso só para dar alguns tristes exemplos. Mas basta num dia seco ir a algum lugar mais alto da cidade e verificar que o problema atinge toda a área urbana. A cidade fica cinza. Ao final do dia, a qualidade do ar torna-se péssima. E aí alguns poderão retrucar:... “e as queimadas dos canaviais?”... Eu diria que este é um problema menor, pois as queimadas urbanas não são só de mato, mas de toda sorte de lixo, muito lixo, que contém produtos tóxicos que jamais deveriam ser queimados, o que torna o problema, antes de crime ambiental, um problema de saúde pública! É só se dirigir ao Pronto-Atendimento Infantil (PAI) para entender o que estou dizendo.
Há que se dar um basta nessa situação. Somente uma fiscalização/punição imediata e efetiva pelas autoridades poderá conter a brincadeira perigosa desses “neros” bauruenses, minimizando assim o problema. E é sabido que há respaldo de lei, então não há o que argumentar. Caso contrário, como disse o sr. Xaides, só no ano que vem. Obrigado.
Sérgio Suaiden - RG 8.167.453