08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Apoio a Gilvá


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Embora eu não conheça ambas as pessoas que vou apontar nesta nota, gostaria de colocar que fiquei chocado com o que li nesta coluna no dia 23/5/06, em nota do senhor Fatimo, onde este classifica os jovens por estilo de música, dando a entender que se o jovem escuta MPB tem maior capacidade que aqueles que escutam Rock, e ainda diz que o Rock não é cultura.

Senhor Fatimo, o senhor não deve conhecer, mas o Rock tem uma cultura a ser pesquisada, sim, basta que o senhor conheça um pouco mais de blues, música country, e logo o senhor irá perceber suas origens. Não vou entrar em detalhes, pois seria muito longa esta história, bem mais longa que a da MPB, que se resume à ditadura, não que a MPB não seja uma boa música, pois sei que é, e muito bem representada por Marisa Monte, Zélia Duncan, entre outros, assim acontece com o samba, o funck, onde este não se resume ao funck carioca, mas sim a Gerson King, a Beryn Brawn, o Rap, e por aí vai, pois a música é muito rica, não importa seu estilo, tudo que é cultura é válido, ainda mais nos dias de hoje, com a situação que estamos vivendo, se o Funk ou qualquer outro estilo musical tira um garoto do crime, ele já mostrou sua riqueza cultural, mesmo que algumas letras tratem sobre o crime.

Voltando à capacidade dos jovens, o senhor erra novamente, pois basta freqüentar as universidades e o senhor perceberá que não importa seu estilo musical, todos estão lá para aprender algo que vai além das músicas. Já com relação aos adolescentes, é muito fácil resolver o problema do vandalismo, basta uma política pública séria e honesta, para que estes adolescentes tenham uma ocupação para a idade deles, como, por exemplo, quadras para prática de esportes, pistas de skate e bicicleta (para aqueles que fazem manobras com bicicleta) para que não andem nas ruas, também ciclovias, bibliotecas, salas de inclusão digital gratuita, dentre outras coisas.

E, por fim, quero dar meus parabéns ao Gilvá, que está tentando sozinho fazer algo de útil para as tardes de domingo desta cidade que não tem nada para fazer a não ser assistir o Caetano Veloso no Faustão.

Ronaldo Barbaresco Telles - universitário