09 de julho de 2026
Turismo

Eu Estive lá: Buenos Aires a Bauru


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José Maria Estevam, acompanhado dos filhos, partiu de Santo Antonio Oeste, Argentina, na madrugada fria do dia 21 de fevereiro com destino a Buenos Aires (700 quilômetros), com parada em Azul.

Por volta das 20h já estavam hospedados no Hotel Maipu, no Centro de Buenos Aires, perto das Galerias Pacífico e do cais de Buquebus, de onde embarcaram dia 22 para Montevidéu, Uruguai, atravessando o rio da Prata.

Isso porque o “conflito das papeleiras”, movimento dos argentinos contra a construção de uma usina papeleira poluente no Uruguai os impediu de retornar por “fronteira seca”.

O Hotel Maipu fica na rua do mesmo nome. Tem arquitetura antiga. “As ruas vizinhas à Maipu contam com vários bares, restaurantes, lojas e confeitarias, com produtos a preços bem acessíveis. Já nas Galerias Pacífico encontram-se à venda produtos de grife, incluindo sapatos, carteiras e casacos”, conta José Maria.

Como já conheciam Buenos Aires, a permanência foi curta, mas não sem antes apreciar “medias lunas doces e salgadas”, fazer um tour pelos bairros mais conhecidos, como Palermo e Recoleta, e ao cemitério onde Evita Peron está enterrada.

Foram também até o “Caminito”, fundado por Benito Quinquela Martín. “Na verdade, é uma viela que preserva o hábito dos imigrantes de pintar suas moradias com cores vivas”, relata o viajante.

No dia 23 de fevereiro, pontualmente às 16h, a embarcação Buquebus saiu do cais de Porto Madeira com destino a Montevidéu.

“A embarcação rápida e luxuosa, além do enorme hall de passageiros, em duas classes, primeira e turística, disponibiliza ainda dois bares, “free shop” e compartimento de transporte de veículos”.

Montevidéu

A família Estevam pernoitou na capital uruguaia no Hotel Ájax (R$ 300,00 para os quatro em alta temporada). Nessa mesma noite os mais jovens aproveitaram para conhecer o Cassino Conrad, digno da fama que ostenta, em Punta del Este.

No dia 24 de fevereiro último, deixaram a bela cidade praiana para, pela Rota 9, alcançar a aduana de Chuy e depois pela fronteira seca pisar o solo brasileiro (Chui-RS).

“Aí matamos a saudade daquela remota situação em que não precisávamos nos esforçar para dizer coisa alguma e as pessoas, do outro lado, entendiam, rápida e completamente”, relembra José Maria.

Após cambiarem os pequenos saldos das moedas argentinas, chilenas e uruguaias, prosseguiram em direção a Porto Alegre e depois, Florianópolis, enfrentando um grande movimento de veículos em razão dos feriados de Carnaval.

Dia 25 de fevereiro, à noite, chegaram a Bauru com o hodômetro marcando 153.491 quilômetros, prova de uma viagem-aventura de aproximadamente 16.400 quilômetros, anotados também no hodômetro parcial (virado nos 9.999 quilômetros).

“Como durou 34 dias, fizemos uma média diária de 480 quilômetros, sempre com velocidade alternando entre 80 e 105 quilômetros por hora”, afirma José Maria.

Feliz, a família Estevam vem mantendo contato com as pessoas que cruzaram pelo caminho. “Quem sabe, um dia, possamos reviver tudo isso”, conclui José Maria.