11 de julho de 2026
Cultura

Filme aborda questões filosóficas com muita ação

Da Redação
| Tempo de leitura: 4 min

Se pudesse, você modificaria alguma coisa em você para ser aceito pelas pessoas? Eis o mote do terceiro filme da série “X-Men”. Se, no primeiro filme, Magneto (Ian McKellen) tenta transformar todos os humanos em mutantes e é combatido pelos X-Men, e no segundo o general Stryker (Brian Cox) quer aniquilar a raça mutante e todos se unem para lutar contra o inimigo comum, neste último longa da série o que está em jogo é a opção de ser ou não ser um mutante. Eles voltam a se dividir, mas a guerra agora é pela liberdade em fazer a escolha que alguns consideram um insulto.

Na trama, uma indústria farmacêutica acha a “cura” para anular os poderes desses seres. É aí que entra uma das questões-chave do filme: os mutantes, que sempre foram discriminados pelos humanos, têm a chance de se tornar um deles. A idéia causa indignação em alguns, mas é motivo de festa para outros. Além disso, Jean Grey (Famke Janssen) retorna das profundezas do lago no qual teoricamente morreu salvando os companheiros com um alter-ego incontrolável e muito mais perigoso: a Fênix.

Depois de usar o orçamento estimado em US$ 210 milhões, o diretor Brett Ratner continua afirmando que não haverá um quarto filme, mas talvez produções de personagens isolados, como Wolverine e Magneto (ambas já em pré-produção e a primeira com o nome de Hugh Jackman confirmadíssimo). Outro fator que pode tornar um quarto filme inviável é conseguir reunir novamente o elenco de estrelas dos três filmes. Mesmo assim, o final do terceiro deixa pistas.

Novos mutantes

Fera (Kelsey Grammer) e Anjo (Ben Foster), velhos conhecidos dos fãs do gibi e dos desenhos, estão nesse longa, assim como Kitty Pride (Ellen Page) e Colossus (Daniel Cudmore), que dessa vez tem mais importância e executa, inclusive, uma parceria com Wolverine bem familiar aos fãs. O rol da Irmandade de Mutantes ganha o reforço do Fanático (Vinnie Jones) e Callisto (Dania Ramirez).

Os antigos personagens estão de volta, mas bem diferentes. O único que continua igualmente atormentado é Wolverine (Jackman) - que agora divide o posto de “protagonista entre os protagonistas” com Tempestade (Halle Berry), que assume o posto de líder dos X-Men. Quem ganha destaque é o Homem de Gelo (Shawn Ashmore), que integra definitivamente a equipe dos heróis.

A maior mudança é de Jean Grey. A mutante psíquica, que nos longas anteriores já dava sinais de que sua mutação era maior do que ela conseguiria controlar, renasce com poderes extremos que podem até destruir a Terra. Em entrevistas antes do lançamento do filme, inclusive, os produtores revelaram que haviam plantado uma semente, já no primeiro longa, para que a “Saga de Fênix” das HQs pudesse entrar em um futuro filme.

No final de “X-Men – O Filme”, na cena em que Magneto tenta transformar os líderes mundiais em mutantes, Jean Grey é a única entre os mutantes a ter uma reação diferente, como se algo mudasse para ela, quando o artefato explode no alto da Estátua da Liberdade. O terceiro longa retoma tal referência.

Como nos filmes anteriores, os limites entre a turma do bem e a do mal são bem tênues. Os vilões em alguns momentos se mostram mais éticos do que os mocinhos, por exemplo. Ícones do bom-mocismo podem ter algumas atitudes contestadas. Fora isso, um novo triângulo amoroso surge e outro se resolve. Para além de toda a filosofia, as cenas de luta e os efeitos especiais estão lá, e o diretor não poupa ninguém. Há várias - e significantes - mortes durante o filme. Ou talvez não sejam realmente mortes. Em se tratando de X-Men, nunca se sabe.

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Surpresa pós-créditos

O JC Cultura alerta: não deixe o cinema antes dos créditos finais de “X-Men – O Confronto Final”. Diferente de filmes com seqüências extras que são ganchos óbvios para novas continuações, a cena que encerra o longa é crucial para o entendimento do que acontece com um dos personagens e tem relação com uma das primeiras cenas.

O aviso vale a pena e é bom que os cinemas também estejam alertados. Se a projeção parar, use seus poderes mutantes de consumidor e exija o direito de assistir ao filme completo – até depois dos créditos.