08 de julho de 2026
Nacional

Alckmin esfria a troca de ataques com o PFL

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Em meio a um fogo cruzado entre as cúpulas do PSDB e do PFL, o pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin passou o dia ontem tentando apaziguar os ânimos das lideranças dos dois partidos e afirmou que a crise é um “estresse de campanha, e é passageira”.

Alckmin também comparou o momento de sua campanha ao mandacaru -espécie de cacto nativo do Nordeste brasileiro-, que, segundo ele, “cresce na adversidade”. “Estou otimista porque nossa pré-campanha é como o mandacaru, ela cresce na adversidade, na dificuldade. Estou acostumado, faz parte”, disse, sobre as divergências.

Após trocarem críticas, tucanos e pefelistas diminuíram o tom ontem. Alckmin também fez questão de elogiar os dois expoentes da crise entre as siglas, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE), e o prefeito do Rio, César Maia (PFL).

Farpas

Sobre Tasso, disse que “ninguém está tão empenhado na campanha quanto ele”, e referiu-se a Maia como “um bom analista, especialmente em política urbana”. Alckmin pediu ao senador José Jorge (PE), candidato a vice na chapa, para que se encontre com Maia, hoje, no Rio, a fim de tentar cessar o “fogo amigo”.

Questionado sobre a troca de farpas com o prefeito, Tasso disse ontem que “às vezes fazemos essas bobagens que não têm importância”. “Essas piadinhas que eu fiz e as que vieram de lá acabaram”, afirmou.

No entanto, em Brasília, Alckmin deparou-se com uma nova divergência entre as lideranças das duas siglas.

Enquanto Tasso e o coordenador da campanha, senador Sérgio Guerra (PE), partiram para uma ofensiva final em busca do apoio do PPS, José Jorge disse que Cesar Maia está certo ao defender que o PPS tenha candidatura própria.

“Concordo com ele (Maia). Se o nosso objetivo é ir para o segundo turno é melhor ter mais candidatos, o (Roberto) Freire é importante na disputa”, disse. Na contramão, o próprio Alckmin rebateu: “Se depender de mim, prefiro o PPS junto”.

A negociação para que o PPS desista da candidatura própria ganhou força nos últimos dias após um almoço de Guerra e Tasso com o deputado Roberto Freire (PE). Em troca do apoio nacional, ainda que informalmente, o PSDB se comprometeu a apoiar a reeleição de Blairo Maggi (PPS) em Mato Grosso, também com o PFL.

A decisão do PPS de não concorrer à Presidência deverá ser anunciada na próxima terça.