A maioria dos jovens atendidos pela professora do departamento de psicologia da Unesp Norma de Fátima Garbulho quer conciliar a realização pessoal com a realização financeira. Porém, não são poucos aqueles que optam apenas pela realização financeira. “Eles vêm com o discurso de que tendo o retorno financeiro vão acabar gostando do que fazem”, afirma.
A psicóloga Silvana Bórmio, que atua na área de orientação vocacional, afirma que 95% dos jovens que chegam até ela estão preocupados com o sucesso financeiro. Trata-se de dados de observação, não de pesquisa.
Garbulho afirma que muitos jovens abandonam seus sonhos em busca da realização financeira. “Infelizmente, isto ainda ocorre bastante. Os jovens abrem mão, principalmente, de profissões ligadas a artes”, relata.
A psicóloga integrante do Núcleo de Psicologia Organizacional da USC Marilza Delino Zanardo aponta como possibilidade o jovem buscar, dentre as profissões em maior evidência, uma área com a qual se identifique. O jovem poderá encontrar em medicina, engenharia e economia ramificações que se aproximem do que gosta.
Segundo ela, o que não deve acontecer é o jovem abrir mão da vocação. Sem se identificar com o que faz, afirma Zanardo, será impossível o bom desempenho profissional e, conseqüentemente, a remuneração esperada não virá. “O mercado exige profissionais habilidosos, competentes, para isto é preciso gostar do que se faz.”