Bandeiras, buzinas, pulseiras, todos os artigos com as cores do Brasil estão vendendo bem, de acordo com os comerciantes entrevistados pela reportagem, mas a camiseta é o produto mais procurado entre todos os que podem demonstrar a expectativa e o apoio do bauruense à seleção.
Nos semáforos, calçadas e lojas o amarelo brilha, se impõe. Nas ruas é possível encontrar camisetas simples por R$ 9,90. Nas lojas, a roupa oficial, no mesmo modelo que será usada pelos jogadores, é vendida a R$ 189,00.
Segundo Celso Nakamura, gerente de uma loja de artigos esportivos no Calçadão da Batista de Carvalho, a mais procurada é a camisa 11. “A do Ronaldinho Gaúcho é a que mais vende. Até as mulheres estão comprando. E não é para presentear marido não, é para elas mesmas usarem”, diz.
Apesar de a procura por estes produtos ser grande, Nakamura acredita que as vendas serão melhores com a proximidade dos jogos. “Brasileiro não tem jeito, deixa para a última hora mesmo. Então acreditamos que ainda vamos vender muito mais. Na Copa passada as camisetas esgotaram à medida que a Seleção foi avançando na competição”, revela.
No semáforo entre as avenidas Nações Unidas e Rodrigues Alves, o ambulante João Simplício de Araújo firmou seu ponto de vendas. Ele também destaca a camiseta como principal responsável por seu lucro. “Até roupa de crianças estou vendendo bem. Dá para garantir alguns meses só com a Copa do Mundo. Podia ser todo ano, né?”, sugere.
Araújo, diferentemente da maioria dos brasileiros, não vai assistir aos jogos da Seleção. “Mesmo que não tenha muitas pessoas na rua, sempre tem alguém passando e que está sem camiseta. Então, preciso aproveitar. Depois assisto os gols nos compactos”, ressalta.